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Pesquisa | 20/10/2011 12:15

Mortalidade das pequenas empresas diminui, diz Sebrae

A taxa de sobrevivência das empresas é maior na indústria; Sudeste está acima da média nacional

Rangerx/Dreamstime.com

Broto

São Paulo – As pequenas empresas brasileiras estão sobrevivendo mais. Hoje, 26,9% das pequenas empresas brasileiras não conseguem se manter nos dois primeiros anos de vida. A última pesquisa do tipo indicava que a taxa de mortalidade era de 28,1%. As informações são da pesquisa de Taxa de Sobrevivência divulgada pelo Sebrae.

Sobreviver a este período significa que as empresas brasileiras estão conseguindo se ganhar mercado. Os dois primeiros anos são os mais críticos para os empreendedores, já que é o momento de conquistar clientes e se consolidar como opção no mercado. “O índice brasileiro hoje é muito competitivo e muito similar ao de alguns países desenvolvidos”, diz Luiz Barretto, presidente do Sebrae nacional.

A pesquisa é mais quantitativa e não investiga a fundo os motivos do fechamento. Para Barretto, a chave do sucesso está no planejamento, no acompanhamento diário do negócio, nas oportunidades de cada momento e, principalmente, na inovação. “Em todo ramo, sempre é possível inovar. Atualizar o produto hoje e utilizar as novas tecnologias são ações importantes”, diz.

A região sudeste tem o índice mais alto de sobrevivência, 76,4%. Para a instituição, o acesso à informação é essencial. “Quanto mais alta a escolaridade do empreendedor, mais chances ele tem no mercado”, sugere. Segundo Barretto, a tendência para os próximos anos é que os índices passem a ser mais homogêneos nas diferentes regiões.

Nove estados e o Distrito Federal tiveram taxas acima da média nacional. Em Roraima, quase 80% das empresas sobrevivem aos dois primeiros anos. Paraíba, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Distrito Federal, Piauí, Alagoas, Rondônia e Espírito Santo também estão entre as unidades da federação onde as empresas sobrevivem mais.

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