São Paulo – Uma nova tendência do mercado de beleza está embarcando no Brasil: o nail bar. O espaço é uma mistura de salão de manicure e bar, onde as mulheres podem fazer as unhas enquanto bebericam um café ou um drink.

Em São Paulo, o primeiro estabelecimento com foco neste tipo de serviço é o Cosmopolish, aberto em dezembro, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. O negócio é fruto da sociedade entre a manicure Jack Cardoso, 31 anos, e a economista Agnes Cruz, 41 anos. “A ideia eu peguei viajando pela Europa”, conta Agnes. Espaços parecidos em Paris, Amsterdã e Londres inspiraram as empreendedoras.

Mais do que misturar um bar e um salão de manicures, o objetivo do negócio, segundo Agnes, é tratar as unhas como acessório de moda. “Isso significa atualizar o conceito da forma de usar as cores nas unhas e sair da ditadura do vermelho, branquinho e rosinha. Ter um monte de cores e não ter quem as use é o mesmo que ter milhões de opções na indústria têxtil e não ter um estilista”, explica.

O Cosmopolish oferece mais de 700 opções de esmaltes para as clientes e usaram em vários tipos de serviços, desde um atendimento mais rápido feito em um balcão (como em um bar) até unhas mais personalizadas. “A palavra bar vem de comercializar conceitos e serviços em um balcão. Não só fazer as unhas no balcão, mas ter um ambiente contemporâneo, descolado, agradável e bem decorado”, diz Agnes.

Diferente de um salão de beleza, os nail bars oferecem serviços focados a pedicure e manicure. “Em geral, a estrela é o cabeleireiro. Nosso foco são as manicures”, conta. Outra diferença para um salão comum é o horário de funcionamento. “Abrimos do meio-dia às 21 horas, de segunda a sexta. O nosso ‘cardápio’ de unhas é dividido por horário e tem desconto em alguns momentos. Em outros, são servidos drinks por conta da casa, na happy hour”, explica. Os preços dos serviços variam de 15 a 70 reais.

O movimento mais intenso neste tipo de negócio é de sexta-feira e segunda-feira, quando as sete manicures se dividem para atender até 70 clientes em um dia. “O perfil tem sido de mulheres que trabalham, entre 22 e 40 anos e que costumam vir em grupos”, ressalta. A taxa de retorno chega a ser de 40%.

Segundo Agnes, apesar do pouco tempo de operação, a necessidade de crescer é evidente. “A gente tem bastante vontade de crescer, mais ainda não definimos o modelo de expansão. Precisamos de um certo tempo com número girando para poder ver uma série de aspectos financeiros e econômicos”, afirma.

Quem pensa em abrir um negócio deste tipo precisa estar disposto a investir pelo menos 200 mil reais. Segundo Agnes, pelo mercado estar muito aquecido, contratar manicures não é uma tarefa fácil. “Tem sido uma profissional muito bem requisitada”, conta. Outra dica é estar atento ao conceito do negócio. “Não é bar nem salão. É um nail bar. É preciso esclarecer esse conceito e é um desafio que eu sinto no meu negócio”, define. “O Brasil está muito aquecido e as pessoas não podem ter medo de empreender”, sugere.

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