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Buenos Aires | 30/07/2012 12:51

Milongas portenhas se propagam, mas não são bom negócio

Os altos custos, a instabilidade e a queda no interesse de turistas por causa da crise global estão entre os fatores que complicam a vida dos organizadores dos bailes

Natalia Kidd, da

Carsten Koall/Getty Images

Passo de tango

Tango: em Buenos Aires, milongas mantêm viva a chama do autêntico baile argentino, mas não são bom negócio

Buenos Aires - A cada dia em Buenos Aires, na Argentina, cerca de dez milongas mantêm viva a chama do autêntico baile de tango, mas o fenômeno, que se expande para bairros pouco tradicionais, está longe de ser um bom negócio para os organizadores.

Os altos custos, a instabilidade e a queda no interesse de turistas por causa da crise global estão entre os fatores que complicam a vida dos organizadores dos bailes, que, mesmo assim, se apegam ao costume nascido no início do século XX por puro amor ao tango.

"Antes, as milongas aconteciam sempre no mesmo lugar, preferencialmente no centro. Mas, por necessidade, devido aos altos custos, agora a moda é ir para diferentes clubes ou bares de bairro", disse à Agência Efe Silvia Dopacio, organizadora da Milonga De La Mondonguito, em um salão do bairro de Balvanera.

Silvia, integrante da Associação de Organizadores de Milongas de Buenos Aires, explicou que o preço médio da entrada de uma festa do gênero é de 30 pesos (R$ 13), enquanto o aluguel diário de um espaço para o baile custa cerca de 3.000 pesos (cerca de R$ 1.320), mas com presença de apenas cerca de cem pessoas.

"Neste momento as milongas passam por certa inércia. Não há muitos turistas, e a alta dos preços e a falta de segurança também complicam", Explica Clely Rugnone, organizadora da milonga Febril y Amante, em um clube do bairro de Liniers.

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