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Artur Hipólito, dono da Zaiom e diretor de microfranquias da ABF
São Paulo – As microfranquias ganham cada vez mais espaço no mercado. Hoje, esse modelo já representa 16% das franquias no setor. “As microfranquias devem crescer 20% ao ano tanto em quantidade de redes quando de unidades”, diz Artur Hipólito, diretor de microfranquias da Associação Brasileira de Franchising e sócio diretor do grupo Zaiom.
Atualmente, 336 redes se enquadram nesta categoria e oferecem franquias por até 50 mil reais de investimento inicial. Isso representa 16% do mercado de franquias. “O Brasil já virou referência em microfranquias no mundo”, diz.
Para quem pensa em investir neste modelo de negócio, Hipólito diz é importante conhecer as características básicas da microfranquia. “Uma franquia de meio milhão de reais costuma ter um investidor por trás. Quem compra uma de 50 mil reais precisa ser um trabalhador e estar na operação do negócio para ter sucesso”, explica.
Um dos principais desafios deste novo tipo de negócio é o financiamento do negócio. “A amarração com os bancos ainda é difícil”, diz. Segundo ele, o relacionamento com os bancos acaba dificultado porque geralmente eles exigem que o empreendedor já tenha uma empresa para liberar o financiamento.
Mesmo com tanto crescimento e procura, nem todas as marcas deste mercado respondem como esperado. Hipólito conta que a Amigo Computador, que faz parte do grupo Zaiom, é uma delas. “A franquia não respondeu como a gente esperava”, diz. Por isso, o grupo está relançando a marca com um valor de investimento inicial mais baixo, de 7,5 mil reais. “Percebemos que muitos jovens estão neste mercado de manutenção de computadores e nem sempre têm o capital para começar”, explica.
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