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O ritmo de crescimento do Silicon Roundabout é equiparável aos tempos de glória do Vale do Silício, entre as décadas de 70 e 90. O número de empresas de tecnologia multiplicou-se por quatro em apenas dois anos. Facebook, Intel, Cisco e Twitter são alguns dos gigantes que passaram a apostar rios de dinheiro lá. Em março, o Google inaugurou um prédio de sete andares, o Google Campus, que abriga 100 empreendedores. É a primeira iniciativa do tipo da empresa. "Aqui vão surgir as próximas grandes empresas on-line, e há vantagens evidentes em estarmos de olho nelas", disse a VEJA Ezequiel Vidra, o argentino que dirige o Campus. Para Vidra, que foi dono de startups e trabalhou em Israel, São Francisco e Nova York, Londres é a bola da vez.
O Silicon Roundabout nasceu em 2008, com a abertura de quinze startups nas proximidades da rotatória existente no encontro entre duas vias, a Old Street e a City Road. Durante dois séculos, East London foi sinônimo de pobreza e criminalidade. Os empreendedores viram o local com outros olhos. "É o paraíso para eles. Havia muitos prédios vazios, existem universidades por perto e o aluguel ainda é metade do de bairros nobres", diz Chris Moore, um consultor encarregado pelo governo inglês de convencer estrangeiros a investir em Londres. Nos últimos dois anos, as ruas do East London foram tomadas por centenas de jovens na faixa dos 20 anos, que andam pelas calçadas com tablets, smartphones e MacBooks.
Eles também são vistos fazendo fila em frente a danceterias e restaurantes da região, repentinamente na moda. Londres se firmou como a capital da tecnologia na Europa, ultrapassando Berlim e Paris, que antes disputavam o posto. "Como estamos no meio do caminho entre América, Europa e Ásia, viramos um polo internacional", diz o americano Geoffrey Prentice, sócio do grupo de investimentos Atomico, do qual faz parte Niklas Zennström, criador do Skype. "Acabou a dependência do Vale, já que abrir uma startup não exige mais rios de dinheiro", acrescenta. Um dos investimentos mais conhecidos da Atomico é o Angry Birds, game que virou febre em smartphones. De Londres, seu grupo injeta dinheiro ao redor da Europa — a Rovio, desenvolvedora do Angry Birds, está na Finlândia —, na América e na Ásia.
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