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Sede da Tech Hub no Silicon Roundabout, 'Rotatória do Silício' em Londres: o cenário das startups explodiu numa parte do East London
Londres - Pela primeira vez desde que surgiu, nos anos 40, em torno da Universidade Stanford e da então recém-criada Hewlett-Packard (a HP), o Vale do Silício vê ameaçado seu reinado como destino favorito de quem pretende iniciar um negócio na área tecnológica. O Vale do Silício (a denominação abrange 28 cidades na Califórnia, onde estão instalados pesos-pesados como a Apple e o Google) ainda é sinônimo de inovação. Mas isso agora também vale para Nova York e Londres, os dois polos em ascensão.
O número de contratos de investimentos de alto risco, dos quais sai o dinheiro para os novos empreendimentos, caiu 10% no Vale nos últimos cinco anos. Em Nova York, esse índice cresceu 32% no mesmo período. Lá renasceu o Silicon Alley (beco do silício, em inglês), que foi à falência com o estouro da bolha da internet no fim dos anos 90. Em Londres, o cenário das startups - empresas de inovação tecnológica - explodiu numa parte de East London agora conhecida como Silicon Roundabout (rotatória do silício). Com a ajuda do governo britânico, que cortou impostos e reduziu as exigências burocráticas, o número de startups saltou de 300 para 770 desde o ano passado.
Nova York e Londres ocupam o segundo e o terceiro lugares no ranking dos polos tecnológicos publicado em abril pela consultoria Startup Compass. O levantamento analisou 16 000 empresas para qualificar as regiões do mundo que mais fomentam a indústria. O Vale do Silício continua em primeiro lugar, posição que reflete o fato de abrigar o quartel-general de muitas empresas gigantes -, mas o ritmo de crescimento favorece os polos rivais. O número de empregos na indústria de tecnologia no Vale é hoje 20% menor que em 2000.
Um estudo divulgado em maio pelo Center for an Urban Future, que analisa a evolução de cidades americanas, mostrou que, em Nova York, a oferta de empregos cresceu quase 30% em cinco anos. Esses números não devem ser entendidos como uma mensagem de mau agouro para a indústria tecnológica da Califórnia. Mas, sim, como a comprovação de que o silício — matéria-prima essencial para a indústria da computação e, por isso, aproveitada para dar apelido aos polos de tecnologia — se espalhou devido à preferência das startups por outras cidades. Em termos de novos negócios, o polo nova-iorquino já equivale a um terço do Vale e o de Londres, a um quarto.
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