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Palestrantes na Campus Party: falta atenção aos negócios com foco social
São Paulo - Mudar o mundo e ganhar dinheiro. Esta é a proposta dos chamados negócios sociais, ideia que ganhou força nos últimos 10 anos. O grande foco desses empreendedores no Brasil, hoje, está na melhoria de vida das classes C e D. A afirmação é de especialistas que participaram de um painel sobre o assunto durante o evento Campus Party nesta terça-feira (7/2), em São Paulo. O aumento da renda da população menos favorecida, que fez crescer o poder de consumo, é o grande motivo desse novo movimento dos negócios.
Para o cientista político e sócio-fundador da Sementes de Paz, Omar Haddad, o grande potencial do mundo dos negócios atual está nas mãos das classes C e D, mas é preciso observar de perto a realidade antes de se aventurar. "Podemos identificar a oportunidade evidenciando a realidade dessa população para entender qual a necessidade", diz Haddad.
Apesar de promissor, o setor ainda enfrenta dificuldades para se estabelecer. Haddad fala em carência de políticas públicas e de mobilizações da sociedade. "É essencial mostrar que é possível ter esse tipo de empreendimento. Falta uma divulgação mais massiva e estímulos", reclama.
Inversão
Para o gerente Nacional de Desenvolvimento Territorial do Sebrae, André Spínola, há um cenário fértil, tanto de clientes como de ideias, para os negócios sociais. O foco, porém, deve de ser o investimento produzir desenvolvimento econômico. "Tem que pensar nessa inovação não só criando coisas novas, mas adaptando os serviços. Inovação não é isso", conta.
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