São Paulo – A startup americana Buffer, que oferece um serviço de compartilhamento nas redes sociais, tomou uma decisão radical. Todos os salários de seus 65 funcionários estão disponíveis na internet para quem quiser ver.

Para o CEO e cofundador da empresa, Joel Gascoigne, a atitude teve uma consequência bem positiva: os funcionários pararam de se preocupar e fofocar sobre isso. A decisão também introduziu um nível de equidade na empresa, disse Gascoigne ao Business Insider.

Ainda segundo o CEO, a divulgação dos salários foi abraçada pelos funcionários, porque eles gostavam da ideia de ter uma cultura de transparência na empresa, e também porque lá os vencimentos são todos definidos por uma fórmula que também é pública.

O blog da empresa explica detalhadamente como funciona essa fórmula, que leva em consideração o papel da pessoa na empresa, o custo de vida no local onde ela mora, sua experiência, sua lealdade (definida pelo tempo de casa do funcionário) e o número de dependentes (para cada dependente, o funcionário da startup recebe 3 mil dólares a mais por ano.

Para que o sistema dê certo, o salário de quem é contratado na empresa não é negociável, explicou Gascoigne ao Quartz. Já para quem quer um aumento, é possível tentar convencer o comitê responsável pelos salários mostrando por que o seu vencimento se tornou injusto.

Diferente do que pode parecer, o fato dos salários iniciais serem inegociáveis não tem afastado novos talentos. Desde que a empresa tornou pública a sua fórmula para definir salários, o número de interessados em trabalhar lá cresceu consideravelmente de acordo com o Quartz.

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