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Fazer chapéus se transformou de brincadeira em profissão para Carla Carvalho
Goiânia – A inspiração para a bailarina, coreógrafa e designer de chapéus Carla Carvalho, de 37 anos, investir no próprio negócio surgiu de lembranças da infância. Ela recorda o tempo em que era fã da história Alice no País das Maravilhas e apaixonada pela chapelaria artesanal de filmes antigos do estúdio de cinema Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). “Ficava fascinada em ver aquelas atrizes maravilhosas com seus chapéus imponentes”, conta.
A fascinação foi o empurrãozinho para que Carla aprendesse a produzir chapéus para ela e as amigas na adolescência. O tempo foi passando e a brincadeira tornou-se algo sério. “Passei a pesquisar sobre o assunto e aprofundar o conhecimento na área, por meio de trabalhos constantes como figurinista para grupos de teatro e dança. Somado a isso, vários amigos passaram a encomendar os chapéus e percebi que o que fazia poderia ser um bom negócio”, relata.
Foi assim que surgiu no mercado goiano, há 10 anos, A Chapeleira Maluca. A empresa funciona em um ateliê na casa de Carla. É nesse local que a empreendedora individual (EI) produz, sozinha, chapéus e acessórios para cabeça comercializados por encomenda. Por mês, são de 10 a 15 pedidos, entregues a valores que podem variar de R$ 55 a R$ 80.
Segundo a designer, apesar da rotina um pouco puxada, o trabalho é prazeroso. “Tenho que organizar bem o meu dia para conseguir fazer tudo – atender as encomendas, conferir os pedidos, seguir os prazos de entrega, atualizar meu blog, pensar nas promoções, material gráfico etc. A moda é um mercado muito rápido e concorrido, mas não me arrependo de ter investido na área”, explica.
A sustentabilidade também pauta as atividades da empreendedora. As peças são produzidas com matéria-prima reaproveitada de parceiros do ramo moveleiro e têxtil. As empresas doam ou vendem o rejeito por valor reduzido. “O que é lixo para alguns, como sobras de tecidos, se transforma em belos chapéus na nossa empresa”, enfatiza.
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