Cuiabá – A mudança de patamar do faturamento bruto anual do Empreendedor Individual (EI) de R$ 36 para R$ 60 mil, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro, foi um alívio para Rosany Ortiz, proprietária da Doce Brigadeiro.

O negócio, que produz brigadeiros com ingredientes regionais – pequi, guaraná ralado, banana, pixé, entre outros – estava com o faturamento quase no limite do teto. A situação era preocupante para Rosany, que ainda não se sentia segura para mudar de categoria. “Não era um bom momento para virar microempresa”, confessa.

Rosany Ortiz também busca introduzir inovações em seu negócio. Ela está usando a rede social Facebook para comercializar seus produtos e o meio virtual já responde por 30% das vendas.

Há um mês, a empreendedora implantou o Disque Doce Brigadeiro, sistema de delivery que atende clientes de Cuiabá e Várzea Grande. Sua meta para 2012 é ter cinco vendedores autônomos para ampliar ainda mais seus negócios. “No futuro, quero ter uma loja e me tornar uma microempresa”, adianta.

A proprietária do Doce Brigadeiro faz parte do universo de Empreendedores Individuais que pretendem virar microempresa. De acordo com pesquisa do Sebrae, em todo o país 87% dos EI pretendem mudar de categoria.

É o caso do empreendedor Jackson Oliver Ferreira Bastos, que preferiu mudar de categoria mesmo podendo permanecer como EI – sua renda gira em torno de R$ 46 mil. Trabalha com assistência técnica de equipamentos de salão de beleza e sua empresa vai precisar de mais três funcionários.

Para ser Empreendedor Individual, é permitida a contratação de apenas um empregado. Além disso, ele quer criar uma sociedade com o pai, Jair de Jesus Bastos. “Meu pai trabalhou durante 15 anos atendendo a quase todos os salões de Cuiabá, mas era informal”, diz. Hoje, eles têm uma carteira com cerca de 900 clientes.

Até janeiro, Jackson trabalhava em casa. Agora, alugou um espaço comercial que será inaugurado em março. “Nossa meta é aumentar o lucro da empresa em até 80%”.

O empreendedor conta que trabalhou como funcionário durante anos, pois tinha carteira assinada. “Quando surgiu o EI foi muito bom, pois pude exercer a profissão que aprendi e ter todos os direitos e garantias de um assalariado. Além disso, com o CNPJ ficou melhor para comprar e prestar serviços às empresas que precisam de nota”.

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