São Paulo – O universo de produtos para gestantes e bebês é quase infinito. Os itens são vários, das mais variadas marcas e todo dia aparece um produto novo no mercado. Sendo assim, é comum que as mães (especialmente as de primeira viagem) fiquem um tanto perdidas com esse mundo de opções.

Aos 34 anos e cheio de amigas grávidas, o empreendedor Felipe Wasserman percebeu o potencial deste mercado e resolveu investir na ideia de um clube de assinaturas com produtos para bebês – a PetiteBox. A ideia do negócio é fazer uma curadoria e enviar para a casa da cliente uma caixa com algumas novidades interessantes todo mês. O que estará na caixa é sempre uma surpresa.

“Ninguém está mais à procura de novidades do que gestantes e mães. Acompanho esse movimento pelas pessoas no meu entorno e também fizemos uma pesquisa de mercado que mostrou o potencial desse nicho”, afirma Wasserman, que está à frente do negócio desde 2013, ao lado da sócia Ivy Assis.

Os produtos são entregues em todo o país, com frete subsidiado para quem mora em locais muito distantes de São Paulo. Além da facilidade de receber os kits em casa, embalados numa caixinha fofa, as assinantes também contam com uma boa vantagem no preço. Enquanto a assinatura custa a partir de 59 reais por mês, os itens que vêm na caixa podem sair por mais de 100 reais se comprados separadamente, garante o empreendedor.

Isso porque os produtos enviados para essas assinantes são cedidos pelas marcas como um investimento em marketing. “A gente faz um serviço completíssimo de marketing. Como as assinantes pagam pelos produtos, estão mais dispostas a usá-los. E depois fazemos uma pesquisa de satisfação, o que é valioso para as marcas”, explica Wasserman. Para as marcas é possível participar apenas com produtos, ou ainda pagar um valor para ter direito a outros serviços focados neste público.

O negócio tem dado certo. Após um investimento de 50 mil reais para a compra da ideia (a PetiteBox era um projeto em extinção na antiga empresa em que Wasserman trabalhava), o empreendedor tem em mãos um negócio avaliado hoje em 3,6 milhões de reais. No ano passado, a empresa fez uma captação de investimento na plataforma Broota e conseguiu 550 mil reais em apenas três dias. Já o faturamento do negócio está em torno dos 120 mil reais mensais, com a meta de alcançar os 2 milhões de reais ao final de 2016.

PetiteBook

Para ajudar a alcançar essa meta, Wasserman aposta no mais novo produto da empresa: o PetiteBook. Em operação desde o mês passado, o kit segue a mesma ideia da PetiteBox, mas é voltado a crianças um pouco mais velhas e tem como foco os livros infantis.

“Sempre quisemos que nosso negócio tivesse uma perspectiva mais cultural e o PetiteBook vai bem nessa linha. É um serviço que faz com que a criança crie um vínculo com o livro desde pequena”, afirma Wasserman. Os títulos do PetiteBook são escolhidos por uma psicopedagoga.

No caso do novo serviço, a empresa fez parcerias com editoras de livros infantis para conseguir comprá-los por um valor mais baixo. A expectativa é que, até o fim do ano, o novo produto tenha 3 mil assinantes, além das outras 3 mil assinantes projetadas para a PetiteBox (atualmente são 1.800). 

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