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Contêineres de importação e exportação: Economia criativa já é responsável por 10% do Produto Interno Bruto mundial
São Paulo - A economia criativa pode ser uma das formas de os empresários brasileiros enfrentarem a crescente presença de produtos importados no país. “As importações irão crescer muito nos próximos anos porque o Brasil tornou-se estratégico para as grandes marcas mundiais, principalmente aquelas ligadas aos bens de consumo dos assalariados. Acreditem, a concorrência vai piorar”, alertou a consultora Lidia Goldenstein.
Nos dois últimos dias, em São Paulo, especialistas no assunto mostraram a importância do tema no contexto do desenvolvimento de empresas e mercado, durante o 4º Seminário Internacional de Design, que tem como tema Criatividade gerando negócios. O encontro faz parte do Inspiramais 2013 – Salão de Design e Inovação em Componentes, que termina nesta quinta-feira (26) e tem a parceria do Sebrae Nacional.
Considerada por especialistas como visão estratégica de futuro, a chamada economia criativa já é responsável por 10% do Produto Interno Bruto mundial. Relatório do Programa de Economia Criativa da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) revela que entre 2000 e 2005 os produtos e serviços criativos mundiais cresceram a uma taxa média anual de 8,7%, resultado quatro vezes superior ao da indústria.
Para Lidia, os setores organizados da sociedade precisam cobrar de suas entidades e do governo políticas e subsídios para o desenvolvimento da indústria criativa. “Acredito na defesa da manufatura e em políticas modernas que possam atender ao setor”, enfatizou a consultora.
Especialista mundial no assunto, Lala Deheinzelin afirmou durante o seminário que as empresas ainda estão muito preocupadas com os aspectos tangíveis (máquinas, matérias-primas e produtos). “Isto é um erro. Os materiais são muito parecidos, mas a capacidade de gestão, inovação e diplomacia é que são difíceis de serem medidos, embora sejam fundamentais para a sobrevivência de um negócio”, exclamou.
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