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São Paulo - Longe de estar restrito a desfiles de escola de samba ou maratonas atrás de trios elétricos, o Carnaval no Brasil está ganhando uma nova cara, com mais e mais blocos de rua nas principais vias de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Mesmo não fazendo parte do grande negócio envolvido nos maiores e mais importantes eventos carnavalescos, a pequena empresa pode e deve se preparar para ganhar dinheiro no período. “É uma cadeia produtiva que envolve diversas facetas e também com espaço para os pequenos”, avalia o diretor do curso de administração com ênfase em gestão do entretenimento e professor do curso de Gestão do Carnaval da ESPM-RJ, Marcelo Guedes.
O consultor de marketing do Sebrae-SP, Gustavo Carrer, vê na movimentação das pessoas uma grande oportunidade. Ele destaca o comércio associado a serviços de alimentação e hotelaria como áreas promissoras. Além disso, prestadores de serviço de salão de beleza também podem se beneficiar da folia.
Guedes lembra outros ramos que podem multiplicar o faturamento, como maquiadores e costureiras. “Existe muita gente querendo ficar diferente e que busca maquiadores para isso. Também há quem deseja fazer fantasias ou customizar abadás. Vale investir.”
Outros setores cuja procura aumenta são serviços de delivery ou ainda de transporte de pessoas. “Quem montar um esquema de levar e buscar grupos de pessoas nos pontos de folia também pode lucrar bastante”, conta Marcelo Guedes.
Cuidados
Numa época em que a quantidade de atendimentos pode aumentar exponencialmente, é sempre preciso estar atento à segurança. “Para ajudar a atender a demanda, pode-se contratar mão de obra temporária ou até seguranças”, avalia o consulto do Sebrae-SP.
Apesar de necessária, as contratações de prestadores de serviço para auxiliar a demanda do período também exigem cuidado. “Entenda que depender de outras pessoas é sempre complicado e, por mais que sejam apenas alguns dias, uma prestação de serviço ruim pode queimar a imagem da empresa por tempo indeterminado.”
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