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Bilionárias | 27/04/2012 06:00

Como se faz uma startup de 1 bilhão de dólares

Visibilidade, crescimento rápido e um bocado de sorte são ingredientes para chegar a este valor

Divulgação

Dólares

São Paulo – Já imaginou o que daria para comprar com 1 bilhões de dólares? Pois, neste mês, o Facebook desembolsou essa quantia pelo Instagram, aquele app para celular que permite tirar fotos com filtros diferentes e compartilhá-las nas redes sociais. Com um time de pouco mais de dez pessoas (que inclui um brasileiro entre os sócios), o Instagram já tinha recebido 57,5 milhões de dólares de investimento e estava avaliado em 500 milhões de dólares.

A negociação, que teria durado três dias e foi conduzida pelo próprio Mark Zuckerberg, trouxe à tona a discussão sobre os valores atribuídos a startups. Afinal, o que faz uma empresa chegar aos bilhões de avaliação, com pouco tempo de vida e sem nenhum centavo de receita?

O caso específico do Instagram mostra como a casa dos bilhões acaba abrigando mais startups que ajudam na estratégia das grandes empresas do que negócios rentáveis. “No caso do Instagram, ele valia 1 bilhão de dólares porque tinha um valor estratégico para o Facebook. Se você avalia estrategicamente, você não olha somente receita. Se você olhar financeiramente, não vale 1 bilhão de dólares”, opina Marcio de Oliveira Santos Filho, associado da Inseed Investimentos.

Mesmo sem um modelo de receita, é possível que a empresa tenha sido avaliada sobre outros aspectos quantitativos. “Nem sempre ter um modelo de receita bem definido vai fazer você valer mais. Existe sempre uma métrica: eles usam quanto custa cada usuário, por exemplo”, diz Cassio Spina, fundador da Anjos do Brasil.

Para Fernando Campos, investidor-anjo e gestor da Devise, a chance de tirar uma aquisição promissora da concorrência também faz a conta subir. “Não é uma compra fundamentada financeiramente, mas tira do concorrente um player importante que poderia gerar valor pra ele”, diz. A questão é como isso ajuda o próprio Facebook no futuro. “Qual o prejuízo que o Faebook teria tomado se o Google tivesse comprado o Instagram? Será que ele não conseguiria criar uma tração para o Google+?”, pontua Campos.

Fórmula mágica?

Não existe receita de bolo para um valuation tão alto em startups ainda sem modelo de negócio definido, mas os especialistas conseguem identificar fatores em comum nestas empresas. Para Andre Diamand, CEO da VentureOne Startups, a startup precisa ser sexy para conquistar essa cifra. “Elas têm que resolver um problema real ou gerar uma vontade real do usuário em usar aquele serviço. O grande barato do Instagram é que eles trabalharam uma coisa do usuário que é o ego”, afirma.

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