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Cacau Show: empreendedores cuidam de sete lojas e ganham poder de barganha
São Paulo - Gerenciar cinco ou dez lojas pode parecer uma loucura. Especialistas em franquia, no entanto, afirmam que esse é o caminho para o sucesso no ramo. “Recomendo que uma pessoa, ao procurar uma franquia, vá com a ideia de montar pelo menos três unidades da mesma marca”, destaca o diretor da consultoria ba}Stockler, Luis Henrique Stockler.
Com sete lojas da Cacau Show em Barueri e Osasco, Carlos Ronie Silva Luciano é o que se chama de franqueado profissional e garante valer a pena. “Ter várias lojas facilita muito a administração e as ações comerciais, pelo fato de poder ter um mesmo contato e um gerente que cuide de mais de uma loja”, diz o empresário. Ele e o sócio Edemir Aparecido Godoi abriram a primeira unidade em 2006 e no ano seguinte já estavam com a segunda em pleno funcionamento.
André Maia tem uma história semelhante no Rio de Janeiro. Funcionário do mercado financeiro, o carioca destaca o interesse que sempre teve em entender o sucesso ou desastre das empresas. Cliente assíduo do Rei do Mate, ele decidiu abrir a primeira loja em 1998. A segunda loja veio no ano seguinte, mas ele não parou por ai. Já são nove estabelecimentos com previsão de inaugurar outros três ainda neste ano. “O Rei do Mate concede um desconto na taxa de franquia para o franqueado adquirir outra unidade.”
Um ano entre a primeira e a segunda loja é justamente o tempo recomendado por Stockler para quem pretende virar um franqueado profissional. "Não se pode pensar que a segunda unidade vai ser como a primeira. É outro negócio e a administração tem que ser pensada do zero. Cada localidade tem particularidades de clientela e de hábitos de consumo”, alerta. A partir da terceira, no entanto, o especialista diz que o tempo de espera pode ser menor.
Foi esse o caminho seguido por Carlos e Edemir. Em 2008, eles abriram as terceira e quarta lojas. Embora haja benefícios, o dono de sete unidades da rede de chocolates destaca que a logística de estoque é dificultada por conta da grande quantidade de itens que a franquia oferece. O gerenciamento dos funcionários, porém, é citado por ele como a maior dificuldade da ampliação. “Cada loja tem cinco funcionários, mas o número chega a dobrar em épocas como Páscoa e Natal. É muito funcionário para lidar”, destaca Luciano.
Por outro lado, Luis Stockler ressalta que o fato de ter muitas lojas pode também trazer benefícios no momento de gerenciar os funcionários. “O negócio de pequeno porte não tem mão-de-obra sobrando, não consegue fazer um rodízio de equipe e tem estoque mais apertado. Quando parte para a segunda, terceira franquia, começa a enxergar a operação de forma menos operacional, consegue fazer rodízio de funcionários, escala de folgas, além de um controle melhor do estoque”.
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