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São Paulo - Com mais de 1.200 empresas atuando no ramo, o mercado brasileiro de compras coletivas brasileiro vive um momento de saturação.
Em menos de dois anos, o serviço conquistou definitivamente seu lugar junto ao consumidor, mas a janela de oportunidade para quem queria investir no modelo ficou para trás.
“Provavelmente o que veremos agora é o estouro da bolha, com muitas empresas fechando as portas. No futuro próximo teremos apenas os líderes do mercado, como Peixe Urbano e Groupon, e alguns sites de nicho”, prevê Gerson Rolim, consultor da Câmara-e.net, especialista em comércio eletrônico.
A boa notícia é que toda essa abundância de ofertas no mercado gerou uma nova oportunidade de negócio: a revenda de cupons.
Com tantos sites competindo pela sua atenção e tantas ofertas imperdíveis à disposição, muitos consumidores acumularam mais cupons do que são capazes de consumir. Por que não passá-los para frente?
De olho nesta oportunidade, algumas empresas já começaram a explorar o ramo. É o caso do Troca Desconto, criado em dezembro do ano passado.
“Começamos a pensar no que poderíamos fazer para aproveitar esse boom das compras coletivas, mas a concorrência ficou enorme. Então surgiu a ideia de criar uma plataforma para revenda dos cupons”, conta Sabrina Brito, responsável pelo desenvolvimento do projeto.
A empreendedora é sócia da agência Simples, especialista em marketing digital, que criou sites de compras coletivas para alguns de seus clientes. “Observamos que muitas pessoas perdiam os cupons por falta de tempo para utilizar todos. Aqui na agência mesmo alguns funcionários usavam até planilhas para controlar os vencimentos”, conta.
Com um investimento de 100 mil reais, a plataforma de trocas foi desenvolvida e entrou no ar. A proposta inicial era atrair o maior número possível de usuários para monetizar a ferramenta com anúncios dos próprios sites de compras coletivas, por isso os usuários não pagavam nada, nem para cadastrar suas ofertas nem para comprar cupons de outros usuários.
Mas, ao longo do caminho, um novo modelo de negócios surgiu. “Os próprios usuários passaram a demandar que entrássemos como intermediadores no processo, para garantir a segurança da transação”, conta Sabrina. A ferramenta passou a cobrar então de 10% de comissão, paga pelo anunciante, nas transações que intermédia. “Verificamos a validade do cupom e recebemos o pagamento em uma conta nossa. Se o cupom do vendedor não for válido ou se o comprador não efetuar o pagamento, a operação é desfeita”, explica a empreendedora.
Hoje, a plataforma registra em média de três a cinco novos cupons cadastrados diariamente, com até 500 pessoas passando por lá para conferir as novidades todos os dias. O volume de transações concretizadas é menor – apenas 10 ao mês –, mas Sabrina acredita que o número deve subir consideravelmente nos próximos meses. “Provavelmente teremos que investir mais para aprimorar a plataforma tecnicamente e torná-la mais conhecida”, reconhece.
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Ivan Cirrus
Não vai mais usar seu cupom? Quer vender seu cupom de compra coletiva? Venda seu cupom e recupere seu...
28.11.2011 | Ler comentário completo |
Ilana Moscavitch
Gosto mais do Recupom, n cobra taxa nenhuma para cadastro, nem comissão sobre a venda, atitudos que os...
31.03.2011 | Ler comentário completo |