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São Paulo - Reajuste de aluguel, água e luz, aumento de salário dos funcionários, mudanças nas taxas de câmbio e na incidência de juros sobre produtos. Esses e outros fatores fogem ao controle do empresário, mas o afetam diretamente. No entanto, estratégias para lidar com todos esses itens, bem como, simplesmente, prever a quantidade de dinheiro no bolso ao fim de um período, dependem da saúde financeira do negócio.
É comum entre pequenos empreendedores, muitas vezes focados na parte técnica do negócio, não dar importância à projeção de finanças.
Com isso, surgem probelmas causados por projeções incertas e muito distantes da realidade do negócio. Isso pode causar dificuldades como estourar a conta ou não ter dinheiro para pagar um fornecedor, que poderiam ser evitadas com um simples planejamento.
“Se traçar custos e gastos com antecedência, o empresário consegue negociar prazos de pagamento e criar uma menor dependência de recursos de terceiros. Além disso, é possível tomar decisões sobre estratégias de cabeça fria, sem pressa”, destaca o consultor Márcio Iavelberg, da Blue Numbers consultoria empresarial.
Para o consultor do Sebrae-SP Luís Lobrigatti, a projeção funciona como uma bússola que guia o caminho da empresa e, por isso, deve ser muito bem feita e confiável. “O planejamento indica como vai vender, atender o cliente e qual o prazo que vai dar para pagamento e entrega. Toda a funcionalidade da empresa estará atrelada a essa projeção e evita que o empresário fique à mercê dos acontecimentos”, diz Lobrigatti.
Ou seja, fazer uma previsão financeira o mais próxima possível da realidade é fundamental para minimizar riscos de falência, além de reduzir a incerteza com relação às tomadas de decisão.
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