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Gastronomia | 14/09/2012 06:00

Com cara de bistrô e filas, Le Jazz expande com nova unidade

Com pratos franceses e preço baixo, o restaurante Le Jazz, em São Paulo, abre uma nova unidade

Lygia Haydée, de

Divulgação

Restaurante Le Jazz

Restaurante conta agora com duas casas e vende 6 000 couverts por mês em cada uma delas

São Paulo – Casa cheia, pratos a preços acessíveis e cara de bistrô. Não é difícil esperar mais de uma hora para conseguir uma mesa no restaurante Le Jazz, na zona oeste de São Paulo. Com pratos que custam em média 30 reais, a casa serve mais de seis mil couverts por mês e é uma das mais badalados da capital paulista. 

Criado em dezembro de 2009, pelos amigos e sócios Chico Ferreira e Gil Carvalhosa, o bistrô virou sinônimo de boa comida e requinte com preço justo. “Nós resolvemos ir no contra-fluxo do que acontecia em São Paulo, em que todos reclamavam dos restaurantes franceses que serviam pouca comida e onde se pagava muito”, avalia Ferreira, que é o chef responsável pelo restaurante, enquanto Carvalhosa cuida do salão.

Os sócios classificam o local como a união do sofisticado com o rápido e do despretensioso com o barato. Com os bons resultados, a dupla resolveu investir em uma filial, nos Jardins. "Surgiu a oportunidade de abrir a segunda casa e nós resolvemos agarrar essa chance. Mas não pretendemos abrir um terceiro Le Jazz. Pelo menos, não por enquanto”, revela o chef. 

A chave do sucesso, para ele, está na presença dos donos no negócio. “Nós resolvemos ficar bem perto do nosso negócio, o que fez com que o Le Jazz tivesse um ar diferente e ganhasse um estilo de serviço que ainda não havia sido experimentado em restaurantes franceses. Isso porque, geralmente, as pessoas entram nesse ramo atrás do suposto glamour ou do trabalho em um ambiente gostoso. A gente, não. Queríamos mesmo colocar a mão na massa”, conta o Carvalhosa.

Para atrair a clientela, os sócios apostaram em ações simples, mas pouco vistas nas casas paulistas, como oferecer água como cortesia aos consumidores. “Trouxemos a ideia de Paris, onde a prática de servir a água de graça é comum. Então, pensamos por que não imprimir isso aqui. E deu certo porque, na época, diversos estabelecimentos estavam diminuindo o tamanho da garrafinha para fazer com que o cliente comprasse mais unidades”, lembra Ferreira.

O sucesso nem sempre fez parte da vida dos dois empreendedores. Antes de abrir o restaurante, Ferreira tinha uma empresa de eventos, que quebrou com a crise econômica de 2008, e Carvalhosa trabalhava em um grande hotel em Paris. Foi lá, inclusive, que eles tiveram a primeira ideia para criar o negócio. “Eu estava morando na cidade e saí para encontrar o Gil, que já era meu amigo. Fomos a um restaurante muito gostoso e despretensioso, e nos sentimos bem naquele ambiente. Ali surgiu o Le Jazz”, conta Ferreira. 

Depois disso, eles precisaram amadurecer a ideia e contaram, também, com a ajuda de uma consultoria financeira para que o negócio prosperasse. Ela cuida, até hoje, da parte financeira e dos sistemas e programas usados pelos funcionários do restaurante. “Queremos melhorar o nosso custo e aumentar o nosso lucro, mas sem que isso interfira na qualidade dos nossos pratos, porque o público de São Paulo é muito exigente e sabe bastante sobre comida”, avalia Carvalhosa.

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