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São Paulo – A chegada de um investimento costuma ser muito comemorada nas startups. Geralmente, este é um sinal de que a empresa está indo pelo caminho certo e de que há quem aposte – e coloque dinheiro – para que ela cresça.
Mas, o que tinha tudo para ser motivo de festa, pode acabar em confusão. Com a propagação cada vez mais intensa do universo das startups, tem muita gente aproveitando para se dar bem de forma ilícita neste mercado.
Quando se fala em investimento-anjo, é preciso falar de smart-money, o dinheiro com valor agregado para empresa. O investidor precisa contribuir para o negócio, seja com experiência de gestão, conhecimento técnico ou contatos.
Para Fernando Campos, investidor-anjo e gestor da Devise, muitas vezes os empresários se empolgam muito e esquecem que a relação com o investidor vai ser intensa. “O investidor vai se tornar um sócio e não vai ser passivo, vai ter uma frequência de comunicação semanal muitas vezes. Geralmente, a ansiedade do empreendedor pelo recurso financeiro é grande e ele deixa de controlar esse ponto”, explica Campos.
Para Cassio Spina, também investidor e presidente da associação Anjos do Brasil, a relação deve ter sintonia, antes de tudo. “É importante ter discussões de ideias, mas não dá para pensar de forma totalmente oposta. Precisa ter ideias complementares e se sentir confortável durante a conversa”, explica.
Por isso, o primeiro passo que o empreendedor deve dar é avaliar a reputação do investidor. “O empreendedor tem que estar preparado para puxar uma ficha do investidor, saber se ele tem processos ou o nome limpo. É bom também avaliar a reputação: saber de onde vem e se já teve startups, por exemplo”, opina Campos.
O histórico do investidor, portanto, é tão importante quanto o do empreendedor. “Aqui não é tão popular ou comum eles divulgarem os investimentos que fazem, mas é bom fazer uma pesquisa na internet ou perguntar diretamente ao investidor. É bom saber em que segmento ele atuou e como é a relação com as outras empresas”, ensina Spina.
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