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Inovação | 30/05/2012 06:00

5 frases que matam ideias inovadoras

Especialistas afirmam que o questionamento faz parte de um processo inovador

Getty Images

Homem ideia lâmpada

São Paulo – Você teve uma ideia que lhe pareceu brilhante, mas que foi descartada logo após ser apresentada para o seu sócio. Para Henrique Machado Barros, professor de estratégia empresarial e inovação do Insper, o questionamento de uma ideia inovadora pode torná-la mais robusta e viável, só que é preciso que o empreendedor ou funcionário não se deixe guiar apenas pela emoção e seja auto crítico.

“Empresas em geral, apesar de se dizerem inovadoras, são muito hostis a novas ideias. Pois naquele momento aquela ideia pode atrapalhar o funcionamento de algum departamento”, afirma Guto Grieco, coordenador do Centro de Inovação e Criatividade da ESPM. Ele ressalta que se alguém for receptivo demais a uma ideia diferente é porque tem algo errado.

Para Barros, é natural que as pessoas se sintam desconfortáveis, pois inovação remete a mudanças. “É muito melhor continuar do jeito que as coisas estão do que mudar nossa forma de trabalhar. Ao lidar com coisas que a gente não está acostumado a fazer, criamos uma barreira de maneira instintiva”, explica.

Com a ajuda de Grieco, Barros e Andrea Piscitelli, consultora e especialista em gestão de pessoas, Exame.com listou alguns jargões que podem, sim, matar ideias inovadoras.

1. Isso já foi tentado antes.

Barros explica que essas frases normalmente são ditas por pessoas que estão no mercado há mais tempo e que têm experiência no ramo. “Elas acham que o que não funcionou antes não funcionará agora também”, explica.

Para um empreendedor que acredita na ideia, o ideal é que ele exponha argumentos que mostrem que o contexto da ideia é diferente, que hoje a empresa, por exemplo, detém um recurso que não tinha antes. Ao ser questionado, ele poderá refinar a ideia e os argumentos.

“Pode ser também que a ideia foi pensada antes, mas não foi testada propriamente, pois se a ideia foi testada é possível questionar o que deu errado”, afirma Grieco.

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