São Paulo – Em 1967, o empresário Moacir Boff inaugurou um salão de beleza para homens, em Curitiba. Copiando o conceito de São Paulo e do Rio de Janeiro, o negócio parecia inovador para a cidade. Quase 20 anos depois, quando o Lord Cabeleireiros decidiu abrir uma unidade no shopping, surgiu a dúvida se valeria a pena manter a clientela exclusivamente masculina.

Já sob o comando de Kyrlei Boff, filho de Moacir, o salão foi transformado em Lady&Lord e passou a atender o público feminino, maioria no shopping. Mais do que aumentar o número de funcionários, Kyrlei conta que mudou a forma de atender as clientes. “As mulheres já não passam o dia no salão. Tínhamos que fazer um serviço com qualidade e rapidez”, diz.

Os clientes do Lady&Lord não precisam marcar horário para serem atendidos. “A cliente diz que tem 40 minutos para ficar pronta e eu faço, na mesma cadeira, maquiagem, unha, hidratação e escova”, conta. Para ele, isso deixou o negócio mais ágil e agregou valor aos serviços. “Informatizamos o negócio, aumentamos o ticket médio e fizemos os clientes gastarem mais em menos tempo”, explica.

São mudanças e adaptações como essas que fazem a rede de onze salões atender 560 mil pessoas por ano e projetar um faturamento de 40 milhões de reais para 2011. “Um negócio mais inteligente e lucrativo depende de um plano de negócios e de ações rápidas quando as coisas não dão certo”, sugere Julio Alencar, consultor do Sebrae/SP. Confira a seguir cinco dicas para corrigir problemas do negócio e aumentar os ganhos.

1. Conseguir mais clientes

Quando os consumidores não entram no seu estabelecimento, é hora de fazer um ajuste na publicidade. "Eles não entram na loja porque você não faz propaganda e ninguém te conhece. É preciso investir até 5% do faturamento em marketing”, ensina Alencar. Mexer na vitrine vale a pena quando seu ponto comercial é um local de passagem de muitos pedestres. Caso contrário, eles só chegarão até a loja se souberem que ela existe.

2. Vender mais

Outro problema comum é os clientes entrarem na loja, mas não efetivarem uma compra. Neste caso, a solução não é única. “Existem dois motivos principais que fazem os clientes não comprarem: ou o seu preço está acima do mercado ou o produto não agradou”, diz o consultor. Para melhorar, precisa fazer uma pesquisa de mercado e saber o que o consumidor quer. Verificar o preço, fazendo comparação com o que os concorrentes vendem, também é válido.

3. Destacar-se da concorrência

As pequenas empresas costumam encarar um problema sério quando concorrem com gigantes do mercado. A dica para essas empresas é se diferenciar ao máximo. “O mais importante é se diferenciar, seja com produtos que os concorrentes não têm, promoções que eles não fizeram ou explorando públicos diferentes. O empresário precisa saber onde ganha, seja na entrega, no atendimento ou no preço e apostar nisso”, ensina Alencar.

4. Sair do vermelho

Quando as contas nunca batem no final do mês e o negócio está no vermelho há muito tempo, o melhor a fazer é separar despesas pessoais e empresariais. “Isso acontece quando o empreendedor gasta mais do que recebe. Em geral, essa diferença está também no fato de misturar contas da casa e da empresa”, conta Alencar. A primeira medida é separar as contas para saber se a empresa realmente dá retorno ou tudo está sendo usado em contas pessoais.

5. Organizar o estoque

Quem trabalha com estoques sabe como pode ser difícil administrá-lo, o que leva a perdas significativas de mercadorias. “Isso quer dizer que o empresário compra mal, sem uma lista ou uma estatística do que precisa ser comprado”, sugere o consultor do Sebrae/SP. O erro pode estar em dois pontos principais: preço e quantidade. A correção deste problema está em fazer uma estatística para saber quanto vende e conhecer os preços dos concorrentes. “Compre mais vezes em quantidades menores para evitar perdas. Em relação ao preço, faça parcerias para comprar melhor”, sugere Alencar.

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