Ministério define 9 aceleradoras do programa Start-Up Brasil

Aceleradoras apoiarão até 100 empresas nascentes, que serão anunciadas até o fim do mês que vem

São Paulo – O secretário de política de informática do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Virgílio Almeida, anunciou nesta quinta-feira o nome das nove empresas aceleradoras que compõem o programa Start-Up Brasil, que proporciona apoio a empresas iniciantes (startups) com projetos ligados ao desenvolvimento tecnológico.

As seis aceleradoras inicialmente habilitadas são a Aceleratech (SP), 21212 (RJ), Microsoft (SP/RJ/RN/RS), Papaya (RJ), Pipa (RJ) e Wayra (SP). De acordo com o secretário, houve um elevado número de propostas de alta qualidade, o que levou o ministério a escolher outras três aceleradoras: Fumsoft (MG), Outsource (RJ) e Start You Up (ES). O edital aberto para essa seleção foi publicado em dezembro do ano passado.

De acordo com Virgílio Almeida, cada uma dessas aceleradoras deverá apoiar empresas nascentes de um total de até 100 que serão anunciadas até o fim de março. Essas empresas estarão ligadas às aceleradoras pelo período de 12 meses e terão acesso a um capital total de R$ 36 milhões disponibilizados pelo setor privado. O secretário explicou que R$ 25 milhões desse montante serão disponibilizados na forma de capital e o resto como serviços de apoio às atividades empresariais. Além disso, outros R$ 100 milhões estarão disponíveis para os projetos que obtiverem sucesso ao longo dos 12 meses.

“O programa Start Up Brasil está oferecendo um ambiente mais atraente para gerar novas empresas inovadoras no País. As aceleradoras são um modelo aplicado no mundo todo para colocar no mercado rapidamente essas pequenas empresas inovadoras”, comentou o secretário.

Além da verba investida pelo setor privado, o governo irá investir outros R$ 14 milhões nesse programa e mais R$ 200 mil para pesquisa e desenvolvimento para cada uma das empresas startups selecionadas.

Ao final do período de um ano, essas empresas serão avaliadas pelos investidores. De acordo com Virgílio Almeida, “o processo usual” é que, terminado o período, elas sigam seu caminho sem o apoio do governo. O anúncio foi realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).