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Quais são as referências para um empreendedor digital?
Respondido por Fernando de La Riva, especialista em negócios digitais
Antes de montar uma empresa, é preciso montar uma personalidade empreendedora. Para isso, uma ótima forma de começar é saber onde procurar conhecimento, o que é complicado se considerarmos o volume de informações sobre empreendedorismo na área digital. Para esta coluna, porém, podemos dividir as fontes em três grupos principais: os evangelistas, os investidores e os executores.
No que se refere aos evangelistas, o tripé de negócios é formado por Steve Blank, com “The Four Steps to the Epiphany”, Eric Ries, com “The Lean Startup”, e Alexander Osterwalder, com “Business Model Generation”. Também acho importante conhecer o “Running Lean”, de Ash Maurya; o “Crossing the Chasm”, de Geofrey Moore; e os livros do Clayton Christensen. Além deles, algumas referências menos densas como Brant Cooper ("Entrepreneur’s Guide to CustDev") e Jessica Livingston ("Founders at Work") também são interessantes.
Os investidores de risco, cujo papel é muitas vezes incompreendido, têm habilidade cirúrgica para cortar o que é irrelevante e decidir sempre pelo imperativo do lucro e do retorno sobre o capital investido. Isto é a única coisa que mantém o sistema saudável em longo prazo. Investidores não costumam ter livros, mas falam e blogam. Assim, é possível aprender com alguns deles, como Dave McLure, Paul Graham, os irmãos Sawner, Brad Feld, Mark Suster, Mark Andreessen/Ben Horowitz e Fred Wilson.
Os executores (ou fundadores) são os artistas, que não são ninguém sem um bom co-fundador técnico e um time. Além dos óbvios: Steve Jobs, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Jeff Bezzos e Jerry Yang, é importante ressaltar algumas novas referências. Eu destaco Max Levchin (do PayPal), Craig Newmark (Craigslist), Sabeer Bhatia (Hotmail), Mike Lazaridis (RIM) e David Hansson (37Signals). No Brasil, cabe citar Julio Vasconcellos (Peixe Urbano), Romero Rodrigues (Buscapé) e Márcio Kumruian (Netshoes).
Assimilar toda esta informação não é uma receita de sucesso, mas pode encurtar o caminho de aprendizado e artificializar uma experiência que é necessária, mas não suficiente, para se tornar um empreendedor de sucesso. Uma última dica é: falhe barato, falhe rápido e falhe em silêncio, até que você ache o seu modelo de negócio.

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