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Como a Grécia afeta as pequenas empresas no Brasil?
Respondido por Antonio Paulo Terassovich, especialista em crédito
A crise internacional que começou nos idos de 2008 ainda se faz presente nos dias atuais. A instabilidade financeira abala as economias ao redor do mundo e aquelas que não estavam muito bem estruturadas ainda sofrem.
Muitos países com dívidas bem maiores que seu PIB anual estão passando por apertos financeiros e em alguns deles os resultados são vistos nos protestos e confrontos da polícia com a população, que não aceita medidas como diminuição de salários, demissão de funcionários públicos, como é o caso da Grécia.
Mas, afinal, como isso impacta as pequenas empresas brasileiras? Nas taxas de juros, principalmente.
Normalmente quando acontecem grandes crises, o fluxo de capitais internacionais prefere a segurança ao risco e tende a fugir de países emergentes para economias mais consolidadas. Para proteger as reservas internacionais, o Banco Central do Brasil tende a subir a SELIC com o objetivo de atrair uma parte desse fluxo.
Porém, mais recentemente, outro fator passou a ter maior importância interna. A nossa economia foi dando sinais muito claros em 2011 que havia uma desaceleração no ritmo de crescimento, o que indicou uma tendência de queda dos juros.
O reflexo dessa atitude na boca do caixa dos bancos não é imediato, mas pode-se prever muito bem que as taxas de empréstimos devem diminuir ao longo desse ano. Dessa forma, apesar da crise na Grécia e na Europa, quem puder esperar para tomar empréstimo, deve deixar para fazê-lo pelo menos a partir do meio do ano, pois as taxas de juros tendem a ser menores.
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