Co-fundador da Fogo de Chão leva mais um restaurante aos EUA

O novo investimento de Jair Coser, chamado Corrientes 348, quer seguir a estratégia de expansão da Fogo de Chão - e recentemente chegou ao Texas

São Paulo – Até hoje, a criação (e a venda) da Churrascaria Fogo de Chão é relembrada como um grande negócio no ramo de alimentação brasileira.

Tudo começou em 1975, quando os irmãos Arri e Jair Coser compraram uma churrascaria e introduziram uma forma inovadora de servir carnes – o rodízio, que se popularizou nas décadas seguintes.

Em 2011, a Fogo de Chão chegou a ter 23 restaurantes, sete no Brasil e 16 nos Estados Unidos. O final dessa história é conhecido: os irmãos negociaram a venda da churrascaria.

“Foi como toda empresa: chega um momento que está na hora de colher. Em 2006, entrou um investidor financeiro e comprou 35% de participação. A partir daí, tínhamos três opções: recomprar, vender o resto ou fazer um IPO”, conta Jair Coser a EXAME. Esse investidor era o fundo de private equity GP Investimentos, que adquiriu a Fogo de Chão por cerca de 300 milhões de dólares.

Após a venda, os irmãos decidiram tomar caminhos empreendedores diferentes. Em maio de 2014, após investir em negócios diversos, Jair Coser decidiu voltar ao ramo da alimentação e adquiriu 60% de participação na rede de restaurantes Corrientes 348, especializada em cortes argentinos. Agora, a rede seguirá o exemplo da Fogo de Chão e se expandirá aos Estados Unidos.

Corrientes 348

O Corrientes 348 é uma rede de casas de carnes argentinas inaugurada no final dos anos 90. Hoje, os sócios dos restaurantes da marca são Jair Coser e as argentinas Ana Maria Leis e Mara Santalla.

Na época em que Jair entrou no negócio, o Corrientes 348 tinha uma casa própria e quatro unidades franqueadas. O primeiro passo foi remodelar o modelo de negócio: duas franquias foram encerradas, uma foi recomprada e outra continua operando, no bairro do Higienópolis (São Paulo). O negócio não trabalha mais com franqueamento.

“Abrimos duas unidades em São Paulo, nos Jardins, completando cinco unidades na cidade. Outras duas unidades foram abertas no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca e outra na Marina da Glória.”

O ticket médio gira em torno de 120 reais, um pouco inferior ao praticado atualmente na rede Fogo de Chão. “Com o preço mais acessível, atingimos uma boa fatia de público – o que nos dá mais espaço para crescer”, afirma.

O faturamento médio mensal de cada unidade do Corrientes 384 fica entre 1,2 milhão e 2 milhões de reais. “É um número que não dá para reclamar. Estamos batendo todas as metas até agora, e isso porque estamos um uma grande crise. Essa é a resposta do trabalho que a gente faz”, diz Coser.

O Corrientes 348 irá inaugurar uma nova unidade no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, após ter vencido uma concorrência. “Ao todo, são 3,6 mil metros quadrados de área. A gente está programa para abrir um pouco antes do Carnaval de 2018”, afirma o empresário.

Interior de unidade do Corrientes 348, nos Jardins (São Paulo)

Interior de unidade do Corrientes 348, nos Jardins (São Paulo) (Corrientes 348///Co-fundador da Fogo de Chão leva mais um restaurante aos EUA/Co-fundador da Fogo de Chão leva mais um restaurante aos EUA/Divulgação)

Expansão para os Estados Unidos

Há poucos meses, o Corrientes 348 abriu sua primeira unidade no exterior, em Dallas (Texas, Estados Unidos). Agora, a rede está olhando uma nova localização em Chicago – sem previsão de abertura.

Para o empresário, há um grande campo de oportunidades, com várias cidades dispostas a receber restaurantes do porte da rede, desde que você consiga desenvolver um produto que caia no gosto dos americanos.

“Agora, eu tenho muito mais facilidade em ir para lá do que da primeira vez [com a Fogo de Chão]. Conheço melhor o mercado e sabemos o que deu certo e o que não deu. Veremos como é a aceitação para depois pensarmos em expandir. Não temos pressa”, explica Coser.

A estratégia de expansão do Corrientes 348 é similar à que os irmãos Coser desenharam quando estiveram à frente da Fogo de Chão. “Naquela época, abríamos três casas por ano, mesmo que houvesse potencial para oito. Até tínhamos pessoal e outros recursos, mas a qualidade cairia.”

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