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A Novelaria tem 32 tipos de lãs, entre eles cashmere e boutoné de seda
São Paulo – Um lugar agradável para tricotar sem compromisso é o conceito do knit café (espaço para vendas de lãs aliado a um café) Novelaria, localizado na Vila Madalena, zona oeste da cidade de São Paulo, das sócias Priscila Bueno, 43 anos e Lica Isak, 50 anos. Pioneira no Brasil, a loja completa um ano em junho e no mesmo espaço alia venda de acessórios para costura, cursos de tricô, crochê, bordado, e um café.
O estabelecimento teve investimento de 250 mil reais e é a primeira aposta como empreendedora de Priscila, que trabalhou durante 20 anos como tradutora. Já Lica trabalhava como produtora e durante dois anos ficou à frente de uma loja de design. “A gente sempre conversava e viajava juntas, e veio a ideia de abrir um knit café. Pesquisamos na internet e descobrimos que existem vários nos Estados Unidos, Japão e Canadá", explica Lica.
Em São Paulo, ela diz que há armarinhos que oferecem aulas de crochê e tricô, mas com espaços limitados. Elas ainda não identificaram concorrentes que trabalham com as três frentes: venda de lãs, cursos e cafés.
As empreendedoras afirmam que mais do que um local para aprender a tricotar, o objetivo é proporcionar um clima aconchegante, para que as pessoas possam frequentar e lanchar, sem pressa. O cardápio do café foi reformulado este ano pelo chef Bruno Pugschitz no conceito comfort food; o aroma de bolos de fubá, pães de queijo e biscoitos sendo assados podem ser sentidos por clientes e alunos.
“A gente abriu sabendo que é um tiro no escuro”, diz Priscila. Para Lica, trabalho manual com tricô não é só aquele crochê que a vovó fazia, hoje a demanda é por fios e cores diferentes e, por isso, a tendência não será passageira.
No estoque há 32 tipos de lãs importadas da marca argentina Eurofios e agulhas de madeira para crochê e tricô da Índia. A novidade para o inverno deste ano são as lãs de dois fornecedores do Uruguai.
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