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Rafael Liporace, Matheus Meireles, Alan James e Rômulo Groisman, sócios da Biruta Mídias Mirabolantes
São Paulo - Com uma proposta de inovar, chamar atenção e causar impacto, a Biruta Mídias Mirabolantes faz jus ao nome. Sob a batuta de Alan James, Rafael Liporace, Romulo Groisman e Matheus Meirelles, a empresa, que começou em um banheiro, emprega atualmente 60 funcionários e já tem clientes como Coca-Cola, Vivo, Banco do Brasil e Chevrolet.
Mas, afinal, o que o que é que essa companhia tem? A resposta é simples: o fator surpresa. Ela cria estratégias de marketing para alcançar o consumidor em um momento inesperado e de formas pouco convencionais. "A gente desenvolve conteúdo. Coisas fresquinhas e crocantes que você esteja a fim de acessar", brinca Alan.
Organizando passeatas, flash mobs (aglomeração instantânea de pessoas convocadas pelo celular ou pela internet) e outros eventos que atraem o público, a empresa gasta pouco e gera mídia espontânea para o cliente. A base dos projetos da Biruta é a inovação e a criatividade para se manter no ramo. Neste ano, a Biruta foi uma das seis escolhidas para entrar no Instituto Empreender Endeavor, que apoia empreendimentos de alto impacto. E eles só pensam em continuar crescendo. "As expectativas para os próximos anos são as melhores possíveis. Temos sorte de receber em breve dois grandes eventos mundiais: Copa e Olimpíadas acontecendo no quintal da nossa casa, no momento que a gente está se consolidando", explica Rafael Liporace, 29 anos, que garante já ter projetos mais ambiciosos para deixar de ser um player regional e atingir outros mercados.
Como tudo começou
O carioca Alan James, 34 anos, nasceu em Marechal Hermes, bairro da zona norte do Rio de Janeiro dominado pelo tráfico. Ele se considerava mais um menino sem perspectiva que, para piorar, largou a escola antes de terminar o segundo grau para fazer um curso de mecânica de aviação. Quando conseguiu um estágio em uma empresa de publicidade aérea, "trocava o pagamento por horas de vôo, para aprender a voar". Pouco tempo depois o negócio faliu e Alan decidiu que iria assumi-lo e reerguê-lo.
Ele usou a estrutura da antiga companhia para abrir a Biruta Propaganda Aérea. "As coisas foram começando a acontecer. A propaganda aérea no Brasil é uma atividade sazonal, só ganha dinheiro no verão e quando ganha. Mas no resto do ano gastava mais do que tinha e o negócio era deficitário", diz Alan. Ele resolveu que precisava se modernizar e começou a inventar novas formas de propaganda para os ares, como uma lata de refrigerante gigante. "As pessoas se perguntavam quem era o biruta que tinha as faixas tão grandes e tridimensionais", diverte-se. Ele gostava do desafio e achava que por isso estava naquele negócio. Mas o real desafio era fazer as contas fecharem todo mês.
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