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Gastronomia | 13/03/2012 14:48

Com ar parisiense, Julice Boulangère cresce como padaria gourmet

A empresária Julice Vaz faz sucesso com pães artesanais e já pensa em investir em novas unidades

Débora Álvares, de

Outro entrave relatado por Julice Vaz no seu empreendimento diz respeito à permanência de funcionários, que ela atribui ao fator remuneração. “O salário que pago é o mesmo de outros restaurantes, mas os 10% do garçom, aqui, são menores já que meu produto tem valor agregado baixo”. Uma forma encontrada pela empresária para manter os prestadores de serviço por mais tempo na casa é o investimento em formação. “Ensinamos como atender os clientes, as formas de sair das situações e como se portar. Depois, mostramos como operar máquinas como a de café. Em seguida, por exemplo, podemos pagar um curso de barista e, depois, outros", exemplifica.

Expansão

Os planos de uma segunda unidades são reais, conta. Embora tenha a intenção de ter uma filial, a empresária entrega: a nova loja também terá o foco nos pães artesanais, mas funcionará em outro formato. “Não pretendo abrir, como aqui na Boulangère, a parte de restaurantes. Isso exige muitos funcionários e não é parte predominante do meu faturamento", explica.

Pontos comerciais em bairros do gosto da chefe como Higienópolis e Jardins estão em análise. Ela também já recebeu proposta de alguns shoppings, mas estuda a viabilidade do negócio neste tipo de comércio. “Não tenho certeza se as pessoas iriam até um shopping e pagariam estacionamento para comprar pão. É um produto de baixo valor agregado. Por mais que sejam artesanais, não posso cobrar muito caro”, ressalta.

Embora as atenções já estejam em partes voltadas para o novo empreendimento, Julice Vaz faz mistério sobre datas. “Estamos olhando, sem pressa. Quando encontrarmos um lugar, pensamos no restante", diz.

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