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A primeira experiência de Julice como empresária veio com o término dos cursos. “Resolvi montar uma marca. Contratei uma agência que definiu como seriam as embalagens”, diz. A chef fornecia seus produtos a empórios e supermercados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Porém, a concorrência com grandes marcas a fez desistir deste formato. “Chega uma hora em que trabalhar para o atacado é complicado, em especial para uma marca artesanal, pouco conhecida, porque você tem que lutar contra grandes marcas e não tem como concorrer”, explica.
A loja surgiu, então, como uma forma ce sobreviver e também da vontade de dar mais visibilidade para seus produtos.O cardápio, sempre acrescido de novos produtos, tem sido inovado à medida que a chef percebe as demandas da clientela. “Vamos testando e incorporando, trocando os itens do cardápio à medida que vamos conhecendo o que o cliente gosta."
Volta e meia, Julice testa novos produtos e, para a divulgação, as redes sociais têm sido essenciais. “Às vezes, colocamos a foto do produto que acabou de sair no Instagram e, em 45 minutos, não tem mais nada”. Também ajudam nos testes os clientes fieis da casa, que dão opiniões sobre as inovações.
Dificuldades
A empreitada no próprio negócio, além de cansativa e exigente, coloca desafios que vão além do melhor cardápio ou do teste de novas receitas. Para a empreendedora, a maior dificuldade é treinar os funcionários. As cerca de 25 pessoas que compõem as quatro equipes que fazem a boulangère funcionar (confeitaria, lanches, padaria e atendimento) são acompanhadas diariamente pela chefe.
Julice reclama da falta de mão de obra qualificada e destaca o desafio de contratar novos colaboradores. “Ou as pessoas não têm formação ou acabaram de sair da faculdade de gastronomia e querem mandar na minha cozinha. Mas aqui, eu estou na produção”, afirma a empresária que faz questão de manter as técnicas de produção.
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