São Paulo – Quatrocentos milhões de pessoas em 54 países ganham a vida como empreendedoras. Isso é o que indica a última edição do relatório do Global Entrepreneurship Monitor, organizado pela Babson College. O estudo indica que depois de vários anos de queda o empreendedorismo voltou a crescer e mais gente tem aberto empresas.

China, Argentina and Chile tiveram um crescimento muito acima da média na taxa de atividade empreendedora iniciante. Nos países desenvolvidos, a taxa de startups cresceu 22% em 2011, em especial nos Estados Unidos e na Austrália. A pesquisa ouviu 140 mil adultos em 54 países.

Dos 400 milhões de empreendedores, 35% pretende criar cinco novos empregos nos próximos cinco anos. O estudo revelou que a intenção de abrir uma empresa é maior nos países desenvolvidos, onde as pessoas têm mais capacidade de ver oportunidades e acreditam no próprio potencial. China, Chile e Brasil aparecem com níveis mais altos neste quesito. Em países emergentes, mais da metade das empresas fechadas foi por conta de falta de lucratividade e de investimento.

Entre os empreendedores do mundo, 163 milhões são mulheres, 165 milhões têm entre 18 e 25 anos, 69 milhões são considerados inovadores e 18 milhões já fazem negócios internacionais. Países muito populosos e com territórios muito grandes tendem a internacionalizar menos, como é o caso de Brasil, China, Argentina e Rússia.

Negócios voltados para o mercado consumidor e indústria são maioria entre os emergentes. Chile, Peru, África do Sul, Dinamarca e Polônia têm as maiores taxas de empreendedores inovadores. 

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