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  • 09/09/2010 16:36

Brasil se prepara para lançar foguetes

Binacional brasileiro-ucraniana instalará plataforma na base de Alcântara, no Maranhão

Paula Rothman, de

São Paulo - Hoje pela manhã foi colocada a pedra fundamental da construção do centro de lançamento de foguetes da Alcântara Cyclone Space (ACS). A binacional brasileiro-ucraniana instalará sua plataforma na base de Alcântara, no Maranhão.

As obras devem começar ainda este ano e, depois de conseguir a licença ambiental do Ibama, a empresa trabalha agora na remoção vegetal nos 500 hectares do terreno que abrigará o complexo espacial.

A expectativa da binacional é lançar o primeiro foguete em fevereiro de 2012. A ACS é responsável pela comercialização e operação de serviços de lançamento utilizando o veículo lançador Cyclone-4. A parceria entre o Brasil e a Ucrânia foi oficializada em 31 de agosto de 2006. O investimento inicial de cada país era de US$ 4,5 milhões e, em junho de 2008, decidiu-se fixar o capital da empresa em US$ 375 milhões.

O futuro sítio de lançamentos foi inspecionado hoje pelo Ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, por representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB/MCT) e por diretores da ACS (Roberto Amaral e Oleksandr Serdyuk) e do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA).

Na visita, também constava a checagem de obras já realizadas em Alcântara, como a da nova Torre Móvel de Integração. É dela que, espera-se, será lançado o primeiro foguete 100% nacional, sem participação da ACS, prometido também para 2012 ou 2013. Em 2003, às vésperas da decolagem do Veículo Lançador de Foguetes (VLS), a torre pegou fogo e matou 21 técnicos.

Agora, com alguns anos de atraso, o Instituto de Aeronáutica e Espaço promete decolar o VLS-1 até 2015, com alguns testes e lançamentos incompletos dentro de dois anos.

Ao todo, as obras da nova torre, a modernização da Sala de Controle para atender os requisitos para o lançamento do Cyclone-4 e a modernização da sala de segurança de vôo, entre outras melhorias feitas em Alcântara, custaram R$ 22,3 milhões.

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