Walmart investe R$ 1 bilhão para reformular lojas no Brasil

Ao longo dos próximos anos, a companhia irá converter todas as unidades das marcas BIG e Hiper Bompreço para Walmart

São Paulo – O Walmart anunciou que irá investir R$ 1 bilhão nos próximos três anos para reformular suas lojas no Brasil. Ao longo dos próximos anos, a companhia irá converter todas as unidades das marcas BIG e Hiper Bompreço para Walmart.

As três primeiras lojas a serem alteradas são a unidade Walmart Tamboré, na Grande São Paulo, e os mercados da marca BIG em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, e Santa Felicidade, no Paraná, que serão convertidos para a marca Walmart.

Em 2004, a companhia comprou a rede Bompreço, varejista nordestino que pertencia ao grupo holandês Royal Ahold por US$ 300 milhões. A rede Sonae, que era dona da marca BIG, foi adquirida em 2005 por R$ 1,7 bilhão.

Segundo o presidente, as mudanças nas marcas serão acompanhadas de melhorias no sortimento e disposição das lojas. “Temos muito respeito pelas marcas que adquirimos. Não poderíamos simplesmente mudar o nome na fachada sem oferecer melhorias importantes e mais inovação para nosso cliente”, explicou.

O projeto de revitalização da sua operação no Brasil começou há um ano com pesquisas com consumidores, para entender o que eles esperavam de um hipermercado, afirmou a empresa.

“Fizemos uma verdadeira transformação do nosso hipermercado, alterando desde a planta da loja, tipo de sortimento, serviços oferecidos a equipamentos do salão de vendas e das áreas internas”, afirmou o presidente. Um dos objetivos é simplificar a operação da empresa no Brasil e torná-la mais ágil e com processos padronizados.

“Operamos hoje cinco formatos de lojas entre hipermercados, supermercados, lojas de vizinhança, de atacado e clubes de compras. No caso dos hipermercados, temos três bandeiras diferentes no país. Precisamos simplificar nossa operação e resolvemos focar nos hipermercados pela representatividade no nosso negócio”, disse Cotini.

Antes de fazer a conversão das bandeiras, no entanto, a empresa precisou fazer a integração dos sistemas de todas as unidades, concluída em julho deste ano. “Sem os sistemas integrados, não teríamos os ganhos de produtividade esperados”, afirmou o presidente.

Cotini assumiu o cargo como presidente da operação brasileira em janeiro deste ano. Ele estava na empresa desde 2014, como vice-presidente.

No mesmo mês, a empresa anunciou o fechamento de 60 lojas no país que estavam com resultados abaixo do esperado. No mundo todo, o número de unidades fechadas foi de 269.

Lojas transformadas

Além das conversões de bandeiras, a disposição e os sortimentos das unidades também passarão por mudanças. De acordo com o Walmart, as novas lojas serão mais confortáveis, claras e com corredores mais amplos.

“Teremos uma qualidade maior nas frutas e verduras, um sortimento mais inovador nos itens de tecnologia e preços baixos sempre”, cita a companhia. O projeto também inclui melhorias nos estacionamentos e na galeria de serviços.

Presente no país desde 1995, o Walmart Brasil opera hoje com 485 unidades e cerca de 70 mil funcionários. São 9 bandeiras entre hipermercados (Walmart, Hiper Bompreço e BIG), supermercados (Bompreço, Nacional e Mercadorama), atacado (Maxxi), clube de compras (Sam’s) e lojas de vizinhança (TodoDia).

Em 2015, o faturamento da empresa no Brasil foi de R$ 29,3 bilhões.

As lojas do Walmart no Brasil passaram por uma reestruturação, para ficarem mais claras e organizadas

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Novas lojas do Walmart no Brasil

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Comentários

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  1. Thyago_Lopezh

    De fato a visão do Cotini é bem mais ampla do que a antiga diretoria.
    As reformulações de formato e fechamento de unidades, foram necessárias, pois parte das redes apresentavam resultados negativos.
    Certamente a empresa está absorvendo a verdadeira cultura americana e transmitindo a mesma para sua equipe.

  2. Petterson de Moraes Pacheco

    Primeiramente o Wal Mart Brasil deveria respeitar o clientes aumentando o numero de postos de atendimento de caixa e outra fator que parece não aplicável em supermercado mas que me causa espanto é a situação dos sanitários das lojas, impossível do cliente conseguir entrar (visitem a loja da granja viana em Cotia-SP), visitem o WC com mascará de gás;