Smiles mira novas parcerias em 2017 para enfrentar competição

"Nós estamos preparados para que o mercado de fidelidade se torne cada vez mais competitivo", afirmou o diretor executivo comercial da Smiles

São Paulo – A empresa de redes de fidelidade de clientes Smiles prevê novas parcerias em 2017, com o foco principal ainda no setor aéreo e empresas ligadas à experiência de viagem, conforme enxerga um ambiente competitivo cada vez mais agressivo.

“Nós estamos preparados para que o mercado de fidelidade se torne cada vez mais competitivo”, afirmou nesta terça-feira à Reuters o diretor executivo comercial da Smiles, Carlos Mauad.

Ele disse que como parte do foco em parcerias no segmento de viagem estão hotéis, aluguel de carros no Brasil e exterior e também entretenimento e restaurantes.

O executivo não adiantou potenciais parceiros, mas disse que há um conjunto de novas parceiras para 2017, com algumas companhias aéreas que a Smiles pretende colocar tanto para acumular pontos como resgatar passagens a partir deste ano.

A empresa também não descarta outras parceiras estratégicas associadas ao segmento não aéreo, como foi o caso Grupo Pão de Açúcar e postos de combustíveis Shell, que tem no portfólio.

“Surgindo a oportunidade de colocar outras empresas desse porte, que são âncoras do seu próprio segmento, e que a Smiles possa ser relevante para eles e eles possam ser relevantes para a Smiles, vamos colocar.”

A fim de enfrentar os concorrentes, Smiles e sua controladora Gol anunciaram em outubro mudanças nas regras para o acúmulo de milhas e para a elevação de categorias no Programa Smiles. As alterações passaram a vigorar nesta terça-feira.

Apesar do cenário econômico ainda desafiador, Mauad afirma que Smiles seguirá preservando margens, inclusive, em detrimento do crescimento, mas sem aumento, com benefícios capturados sendo repassados aos clientes.

Em dezembro, as companhias anunciaram redução nos preços das passagens pagos pela Smiles e das milhas vendidas para a Gol em 5,2 e 25,3 por cento, respectivamente, o que tem um efeito favorável nos custos da empresa de fidelidade.

De acordo com Mauad, o benefício obtido com a mudança será integralmente revertido ao cliente, já antecipando que os preços de passagens comprados com milhas tendem a ser menores neste ano, considerando as mesmas condições de 2016.

“Uma vez que a gente teve o benefício em custo e vamos manter a margem, a tendência é que o preço caia para o cliente final”, afirmou.

Nesta terça-feira, as ações da Smiles avançavam mais de 6 por cento na bolsa paulista às 14:46, entre as maiores altas do Ibovespa, enquanto Gol, que não está no índice, valorizava-se mais de 3 por cento.