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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Similar ao Uber, aplicativo Cabify chega a Belo Horizonte

Como o custo da corrida é calculado sempre pela distância percorrida, o valor não aumenta em caso de atrasos por congestionamento

Similar ao Uber, o aplicativo Cabify começou a funcionar hoje (11) em Belo Horizonte. A capital mineira é a quarta cidade brasileira a receber o serviço, depois do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. De origem espanhola, o serviço já opera em várias cidades da Europa.

O Cabify diz praticar um valor intermediário entre o Uber e o táxi. Nos primeiros cinco quilômetros (km), é cobrada uma tarifa de R$ 2,50 por km rodado. Depois disso, o valor cai para R$ 1,95 por km rodado. Acima dos 25 km, a tarifa sobe para R$ 3 por km rodado.

Como o custo da corrida é calculado sempre pela distância percorrida, o valor não aumenta em caso de atrasos por congestionamento, como no serviço de táxi, por exemplo. O aplicativo espanhol também não varia as tarifas conforme a demanda de passageiros no horário, como faz o Uber.

Em nota, o Uber informou que “vê a competição como algo positivo, já que permite ao usuário e ao motorista parceiro terem mais escolhas sobre como se locomover pelas cidades e gerar renda.”

Liminares

Em setembro, após protesto contra o Uber na Prefeitura de Belo Horizonte, taxistas foram recebidos pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), responsável pela gestão do trânsito e transporte na capital mineira.

Os profissionais exigem a fiscalização do transporte feito por meio do Uber com base na Lei Municipal 10.900/2016, sancionada pelo prefeito Marcio Lacerda no início deste ano.

A legislação estabelece que aplicativos voltados para o transporte remunerado de passageiros só podem operar se usarem mão de obra de motoristas autorizados pelo governo municipal, ou seja, o Uber só poderia funcionar se seus condutores fossem taxistas credenciados, como já ocorre em aplicativos como o 99Táxis e o Easy Táxi.

No entanto, segundo a BHTrans, há várias liminares impedindo o município de fiscalizar o Uber, o qie impede que a lei municipal seja aplicada antes de decisão final da Justiça.

A prefeitura agora avalia se as liminares em vigor também protegem o serviço recém-iniciado pelo Cabify ou se são exclusivas para o Uber.