Shell Brasil estuda leilões de petróleo no país, diz presidente

A decisão de participar ou não das licitações dependerá da atratividade das áreas em relação a outras oportunidades do Grupo Shell no exterior

Rio de Janeiro – A anglo-holandesa Shell está realizando estudos técnicos sobre as áreas de petróleo e gás que serão leiloadas no Brasil neste ano, afirmou o presidente da empresa no país, André Araújo, frisando que apesar do volátil ambiente político nacional, a indústria petroleira “continua a todo vapor”.

A decisão de participar ou não das licitações previstas no país –duas de prospectos do pré-sal, sob regime de partilha, e uma do pós-sal, sob regime de concessão– dependerá da atratividade das áreas em relação a outras oportunidades do Grupo Shell no exterior, segundo explicou o executivo.

Segunda maior produtora de óleo e gás do Brasil e a principal sócia da Petrobras em áreas do pré-sal, A Shell produziu em junho 315,048 mil barris por dia (bpd), alta de 6 por cento ante o mês anterior, segundo os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Estamos olhando todas as áreas (dos leilões). A gente começa com avaliação técnica, mais para a frente começa a avaliação comercial e, em seguida, começa a ranquear o que a gente chama de melhores projetos no Brasil com os outros projetos que o grupo tem de opção de investimento e faz comparação de atratividade”, afirmou Araújo a jornalistas.

Ao deixar um evento da Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) no Rio de Janeiro, o executivo afirmou ainda que existe bastante movimentação em relação aos leilões.

“Acho que quase todas as empresas do setor, de alguma forma estão avaliando participação… A gente está fazendo nosso dever de casa”, declarou.

Apesar de evitar comentar detalhes sobre a atratividade das rodadas de licitação, Araújo declarou que está “muito satisfeito com o progresso da agenda” da indústria de petróleo e gás no país e que as principais demandas do setor têm recebido atenção da ANP e do governo federal.

Medidas recentes, como o fim da obrigatoriedade da Petrobras ser a operadora do pré-sal, a flexibilização do conteúdo local exigidos em projetos, além de diversas reformas regulatórias em curso, têm agradado petroleiras com atividade no Brasil.

O executivo, no entanto, ponderou que o país vive um ambiente político volátil, com muito pessimismo, mas destacou que a geologia do país é especial e que não existe uma empresa do setor grande que não queira estar presente.

“A indústria de óleo e gás, eu posso falar pela Shell, continua a pleno vapor, mesmo com turbulências no cenário político, a gente continua acreditando”, afirmou.

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