Sasazaki entra no Minha Casa Minha Vida

Fabricante de portas e janelas de alumínio entra no Minha Casa Minha Vida para tentar vencer crise no setor

São Paulo – A crise que atingiu a construção civil e o setor metalúrgico sacudiu a Sasazaki, maior fabricante de portas e janelas de aço e alumínio do País.

A empresa, com sede em Marília (SP), demitiu 150 trabalhadores este ano para ajustar a produção ao ritmo mais fraco do mercado. “O mercado caiu 17% este ano e nós acompanhamos”, afirmou o diretor-presidente, Francisco Verza. Para ele, o pior momento da crise ficou para trás, apesar de o cenário continuar recessivo para o setor.

Verza disse que a companhia está ajustada e batendo recordes de produtividade, com 850 funcionários. Mesmo com os ajustes, cerca de 60% da capacidade de produção da fábrica está sendo usada, índice que está abaixo da média, que é de 80%.

“A crise chacoalhou a empresa e acelerou as mudanças”, disse o presidente. Conhecida por fabricar portas e janelas para um público de maior poder aquisitivo, a marca estreou como fornecedora de janelas para o Minha Casa Minha Vida. Já fechou o fornecimento de portas e janelas para cerca de mil casas erguidas por uma construtora da cidade.

O produto popular, que leva a mesma marca do premium, tem preços entre 20% e 25% menores do que as portas e janelas tradicionais fabricadas pela empresa.

“A nossa fórmula para sair da crise foi ajustar a empresa e procurar oportunidades”, disse o diretor. Além da entrada no “puxadinho”, que são as construções populares, Verza conta que investiu cerca de R$ 1 milhão em máquinas e em uma equipe para atender às construtoras, com esquadrias sob medida.

Na lista das novidades para sobreviver à crise, a metalúrgica começou a vender até limpador de janela, fabricado por uma indústria terceirizada. O presidente disse que não pretende fazer um novo corte de pessoal.

A informação traz alívio para o setor. Nas contas do Sindicato dos Metalúrgicos de Marília e região, de janeiro a setembro ocorreram 662 demissões, com empresas fechando as portas, enxugando os quadros e usando banco de horas.

Luiz Pereira dos Santos, secretário-geral do sindicato, está apreensivo. A data-base da categoria é 1.° de novembro. “Obter aumento real de salário será impossível.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.