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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Receita da venda da Via Varejo será investida em varejo alimentar

O presidente do Grupo Pão de Açúcar (GPA),descartou que os recursos da venda da Via Varejo possam ser enviados para fora do Brasil

São Paulo – O presidente do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Ronaldo Iabrudi, descartou que os recursos da venda do braço de varejo de eletroeletrônicos da companhia, a Via Varejo, possam ser enviados para fora do Brasil.

A jornalistas em São Paulo, ele afirmou que a totalidade dos recursos a serem levantados será usada para investir no negócio de varejo alimentar.

Questionado sobre a hipótese de recursos serem enviados ao controlador, o grupo francês Casino, ou a outras unidades do grupo na América Latina, ele negou.

“Queremos poder utilizar esse recurso para poder continuar focando no negócio alimentar”, declarou.

Ele considerou que o cenário de alto custo de capital no Brasil faz com que a possibilidade de a companhia ter dinheiro em caixa para investir em expansão seja vantajosa.

O executivo ainda descartou que haja algum efeito negativo nas operações do processo de venda da Via Varejo. Ele afirmou que os executivos da companhia, que reúne Casas Bahia e Pontofrio, seguem trabalhando normalmente e que tem havido o cuidado de não deixar que o processo de venda contamine o trabalho dos vendedores nas lojas.

Iabrudi não deu informações sobre o processo de venda nem sobre as expectativas de conclusão de uma transação.

Lei do Bem

Os resultados do Grupo Pão de Açúcar deverão ser beneficiados no quarto trimestre de 2016 por um ganho de R$ 600 milhões no Ebitda resultante de créditos tributários referentes à chamada Lei do Bem.

A companhia, em especial na operação da Via Varejo, não vinha se beneficiando da isenção tributária concedida pela lei enquanto outros concorrentes utilizaram os créditos.

A Lei do Bem foi extinta como parte do esforço de ajuste fiscal do governo federal, mas muitas redes continuam se apropriando do benefício por entenderem que o benefício não poderia ter sido encerrado antes do prazo estabelecido inicialmente pela lei, que ia até 2018.

Para o próximo ano, o GPA espera ainda contabilizar benefícios de redução de despesas em função de um enxugamento, com redução de cargos na área administrativa. Ao todo, serão R$ 120 milhões em economias no período de um ano.