Venda de Rio Colorado deve demorar, diz CEO da Vale

Empresa suspendeu o projeto em março e anunciou a realização de um acordo para demitir seus funcionários e interromper o projeto

Rio de Janeiro – O processo de venda do projeto Rio Colorado, na Argentina, deve demorar, afirmou nesta quinta-feira o presidente da mineradora Vale, Murilo Ferreira.

A empresa suspendeu o projeto em março e, depois de semanas de discussões e ameaças do governo argentino de retirar a concessão, anunciou a realização de um acordo para demitir seus funcionários e interromper o projeto.

“São coisas que certamente demoram, não são decididas overnight”, afirmou o executivo após uma palestra em um congresso de siderurgia, no Rio de Janeiro.

Desde a decisão de interrupção do projeto de produção de potássio, a Vale e o governo da Argentina entraram em desacordo sobre o destino dos trabalhadores no projeto orçado em 6 bilhões de dólares.

A Vale continuará com a concessão para explorar o potássio da mina por até quatro anos, conforme prevê a lei argentina, e continuará tentando vender o projeto, em um esforço para recuperar os mais de 2 bilhões dólares já gastos na mina e na melhoria da ferrovia e porto essenciais para levar o potássio para o mercado, disseram pessoas familiarizadas com os planos.

Murilo Ferreira disse nesta quinta que estuda alternativas para a produção de potássio –importante matéria-prima de fertilizantes– para substituir o projeto na Argentina.

“Estamos discutindo as alternativas e todo o planejamento, as prioridades, porque o nosso plano A era o projeto da Argentina”, disse.

Em março, uma fonte disse à Reuters que a empresa quer retomar dois projetos de potássio, um em Sergipe e outro no Canadá.