Petrobras quer retomar venda o mais rápido possível, diz CEO

A venda da BR Distribuidora, subsidiária de combustíveis da estatal, terá que começar do zero devido às regras impostas pelo TCU, disse Parente

Brasília – A Petrobras planeja retomar os seus planos de vendas de ativos, incluindo da BR Distribuidora, o mais rápido possível após o Tribunal de Contas da União (TCU) revogar, com ressalvas, medida que suspendia os desinvestimentos, disse o presidente da companhia, Pedro Parente, nesta segunda-feira.

A negociação da BR Distribuidora, subsidiária de combustíveis da estatal, assim como a grande maioria dos ativos que está à venda, terá que começar do zero, seguindo novas regras acertadas com o tribunal, com o propósito de deixar o processo mais transparente.

A BR é considerada um dos ativos mais valiosos ofertados pela Petrobras e, caso seja vendida, deverá contribuir com uma quantia relevante para a meta de desinvestimentos da petroleira para o biênio de 2017-2018, que totaliza 21 bilhões de dólares.

A retomada da venda da subsidiária dependerá primeiro de aprovação do Conselho de Administração da Petrobras, segundo explicou Parente a repórteres, após sair de uma reunião no Ministério de Minas e Energia, em Brasília.

Posteriormente um aviso será enviado às empresas interessadas, acrescentou o executivo.

“Precisamos passar esse processo pela diretoria-executiva da Petrobras… e, depois disso, é mandar o `teaser` para a lista de interessados novamente e publicar esse `teaser` para que se houver outros interessados eles possam então manifestar o seu interesse”, explicou.

A publicação do `teaser` foi um dos pontos acertados com o TCU, permitindo que um número maior de potenciais investidores acessem informações e se manifestem caso tenham interesse em participar da concorrência.

Cessão onerosa

O executivo também declarou aos jornalistas estimar que a renegociação do contrato de áreas do pré-sal cedidas à petroleira, em meio a um processo de capitalização da Petrobras em 2010, seja concluída no primeiro semestre deste ano.

O contrato da cessão de direitos, conhecido no setor como “Cessão Onerosa”, garantiu à Petrobras até 5 bilhões de barris de óleo equivalente sem licitação, e previa desde o início uma renegociação dos valores envolvidos na transação.

“Eu gostaria de ver é que essa negociação seja concluída até o final do semestre”, afirmou Parente.

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