Pearson vende 22% da Penguin Random House para Bertelsmann

Após a conclusão da venda, fechada por R$ 1 bilhão de dólares, a Pearson conservará 25% da editora

O grupo britânico Pearson anunciou nesta terça-feira a venda por 1 bilhão de dólares de 22% da editora Penguin Random House para a sócia alemã Bertelsmann.

Após a conclusão da venda, a Pearson conservará 25% da editora, o que significa uma pequena surpresa, já que ao revelar em janeiro as possibilidades sobre a operação o grupo britânico havia informado que examinava a venda da totalidade dos 47% que controlava na empresa criada em 2013 com a fusão da Random House (Bertelsmann) com a Penguin (Pearson).

A Bertelsmann controlará então 75% da Penguin Random House, empresa anglo-saxã – da qual não faz parte a Random House Alemanha – que reúne 250 casas editoriais com mais de 15.000 publicações por ano e faturamento de 3,4 bilhões de dólares.

Com a operação, “a Bertelsmann obtém direitos de administração mais importantes na Penguin Random House e nomeará o presidente do Conselho de Administração”, explicou o grupo alemão em um comunicado.

A Penguin Random House, apresentada como o “maior grupo editorial generalista do mundo”, publicou, entre outros títulos, a série “Game of Thrones” no mercado americano e escritores de muito sucesso como John Grisham (A Firma), Dan Brown (O Código Da Vinci) ou E.L. James (Cinquenta Tons De Cinza). Também publicará os livros de Michelle e Barack Obama.

Para esta operação, o valor total da Penguin Random House foi estabelecido em 3,55 bilhões de dólares.

A Pearson explicou que a venda de sua participação, combinada a uma recapitalização da editora, representaria uma arrecadação média imediata de 968 milhões de dólares. Em abril de 2018 receberá 66 milhões adicionais. A operação deve estar concluída em setembro.

A Pearson, que enfrenta dificuldades em suas contas por sua atividade no setor educacional de alto valor agregado nos Estados Unidos, anunciou em janeiro de 2016 a demissão de 4.000 funcionários para enfrentar a desaceleração da demanda.

O grupo, que já teve uma forte presença na imprensa, reorientou suas atividades para o setor educativo após a venda em 2015 do Financial Times e de sua participação na revista The Economist.

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