O retorno de Biz Stone ao Twitter, empresa da qual é co-fundador

O Twitter não foi a única empresa que ele ajudou a fundar, mas nenhuma delas decolou como a plataforma de compartilhamento

São Paulo – Biz Stone, um dos co-fundadores do Twitter, voltará à companhia depois de quase seis anos fora.

O seu novo papel na rede social ainda não foi divulgado. “Meu principal foco será guiar a cultura da empresa, aquela energia, aquele sentimento”, ele escreveu em sua página no site Medium. “Não estou substituindo ninguém no Twitter”, disse.

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Além de co-fundador do Twitter, ele é investidor de empresas com o Pinterest, Slack, de comunicação e mensagens, Nest, de automação de residências, Square, de meios de pagamento e Medium, plataforma para textos.

O Twitter teve quarto fundadores: Evan Williams, Jack Dorsey, Biz Stone, cujo nome real é Christopher Isaac Stone, e Noah Glass, que saiu nos primeiros estágios da startup. Jack Dorsey hoje é o CEO e Ev Williams, que faz parte apenas do conselho do Twitter, criou o Medium.

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Segundo o livro Hatching Twitter, escrito por Nick Bilton, , “Stone é apresentado como uma influência moderadora. Ele é a voz moral da companhia, aquele que reforça a importância da neutralidade política e o comprometimento com a liberdade de expressão”, diz uma das resenhas do livro.

Stone volta ao Twitter em um momento em que a rede social tenta crescer e ampliar sua receita. A companhia ainda não começou a dar lucro e sua base de usuários vem crescendo lentamente. Agora, a rede social aposta em vídeos 24 horas.

Criações e fracassos

O Twitter não foi a única empresa que ele ajudou a fundar. A sua primeira startup foi a Xanga, uma plataforma para blogs criada com alguns amigos em 1999. A empresa ainda existe, mas a plataforma tem um visual antiquado que remete aos primeiros blogs.

Segundo Stone, o grande problema da companhia foi a mudança da cultura, afirmou ao TechCrunch. Ao invés de contratar jovens recém-saídos do MIT, a empresa se mudou para um escritório barato em Nova York e, logo, o ambiente de trabalho ficou tóxico, ao invés de empolgante como em algumas startups.

Ele então voltou a morar no porão de sua mãe e começou um blog, chamado Biz Stone, Genius. O blog falava de invenções e inovações fantasiosas e ele logo conseguiu um contrato com uma editora para publicar um livro.

Foi quando Ev Williams, fundador do Blogger, o conheceu. Ele tinha acabado de vender o Blogger para o Google e chamou Biz para trabalhar na companhia. Depois de um tempo apenas acompanhando as inovações que eram criadas na gigante, Biz decidiu que estava na hora de criar sua próxima empresa.

Ele então chamou Ev Williams para fundar a Odeo, empresa de podcasting. O problema, dessa vez, era a própria companhia. “Tínhamos levantado todo esse dinheiro e chegamos à conclusão de que, ainda que tivéssemos sucesso, não era o que queríamos”, disse ele à TechCrunch.

“Nós não ouvíamos podcasts, não gostávamos de produzir podcasts, éramos muito tímidos na frente de um microfone”, afirmou.

Foi então que surgiu o Twitter como uma plataforma de atualização de status e mensagens.

Stone deixou o Twitter em 2011. Ele então desenvolveu o Jelly, um mecanismo de pesquisa que buscava ser mais humano, junto com Ben Finkel.

Ao invés de mostrar as buscar mais relevantes, como o Google, o Jelly redirecionava perguntas dos usuários para quem poderia responde-las e retornava com a resposta vários minutos depois. Um estudante poderia ter sua dúvida resolvida por um especialista no assunto, por exemplo.

Não deu certo e ele vendeu a startup para o Pinterest em março deste ano, que não disse como usaria o sistema. Ele começou a dar consultoria para o Pinterest, empresa na qual ele investiu anos atrás.

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Não está certo ainda se ele conseguirá impulsionar o crescimento do Twitter. Mas, segundo ele mesmo, “sou muito sortudo que posso voltar e ajudar a formar seu futuro”.

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