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Gestão | 30/03/2012 14:55

Tim Cook começa a dar um novo sabor à Apple – e o pessoal está gostando

Sim, ele nunca será como Steve Jobs, mas clientes e investidores já não se importam com isso

Kevork Djansezian/Getty Images

Tim Cook e o Novo iPad

Tim Cook assumiu o cargo de presidente-executivo da Apple em agosto; de lá para cá, as ações da empresa subiram 60%

São Paulo - Nesta semana, Tim Cook pisou na China pela primeira vez como CEO da Apple. Essa não foi, contudo, a estreia do executivo no país - em junho de 2010, Cook visitara as instalações da Foxconn em Shenzhen depois do fatídico suicídio de mais de uma dezena de funcionários na principal fornecedora de componentes da Apple.

Para o mercado, este é um dentre outros sinais que marcam a diferença entre o presidente-executivo e seu mítico antecessor. Morto em outubro de 2011, Steve Jobs jamais fizera uma viagem oficial à China, ainda que a nação mais populosa do mundo estivesse rapidamente galgando degraus rumo ao posto de maior consumidora da PCs e smartphones do planeta.

Superando os temores de que as ações da Apple iriam derrapar com o fim da era Jobs, Tim Cook já viu os papéis da empresa subirem 60% desde o fim de agosto, quando assumiu o leme da companhia. Veja como Cook vem consolidando seu estilo de gestão - e por que o mercado anda sorrindo com as mudanças.

Mais político

Depois de receber críticas por não se atentar às condições de trabalho dos funcionários envolvidos na fabricação de seus produtos, a Apple resolveu mostrar as caras. Literalmente. O time de relações públicas da empresa distribuiu ontem uma imagem de Tim Cook em uma linha de produção de iPhones na fábrica chinesa de Hon Hai, que emprega 120.000 pessoas. 

As interações não se limitaram aos acenos capturados pela máquina fotográfica. Cook se encontrou com uma série de executivos e representantes do governo chinês, inclusive com o vice-premiê Li Keqiang. A impressão que fica é que a gigante de tecnologia resolveu, enfim, voltar os olhos para o país, maior mercado da Apple fora dos Estados Unidos. Os encontros também ajudariam a companhia a desemperrar as vendas de iPads. Hoje, a Apple briga judicialmente com a chinesa Proview, que afirma ser a dona da marca no país.

Mais generoso com acionistas

Empresas que distribuem dividendos são tidas, em sua maioria, como companhias que já atravessaram uma fase de crescimento meteórico. Dividir os lucros com os acionistas seria, portanto, uma estratégia para manter o interesse do mercado nos papéis, mesmo depois dos negócios desacelerarem.   

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