São Paulo - Na semana em que a bilionária compra da Schincariol pela japonesa Kirin completa um ano, a companhia anuncia sua nova marca institucional: Brasil Kirin. O portfólio da empresa de bebidas segue com as mesmas marcas, como as cervejas Nova Schin e Devassa, a linha de sucos Fruthos e a divisão Schin Refrigerantes. Os recursos investidos na mudança não foram especificados, mas estão dentro do plano de investimento de 480 milhões de reais divulgado pela companhia para o ano. 

Em apresentação à imprensa, Gino Di Domenico, presidente da antiga Schincariol e atual Brasil Kirin, sustentou que a empresa de bebidas terá três prioridades daqui para frente: o desenvolvimento de marcas, incluindo novos nomes que deverão chegar ao mercado no ano que vem, o envolvimento dos colaboradores, e a expansão da distribuição - hoje a empresa está presente em 600.000 pontos de venda e quer elevar o número para mais de 1 milhão de estabelecimentos. Antes de se reunir com os jornalistas, o executivo esteve em Itu, em São Paulo, para comunicar a mudança a 2.000 funcionários. Outros 8.000 empregados participaram do anúncio via teleconferência. 

Segundo dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), a Brasil Kirin tem uma participação de 16,6% em volume de cerveja vendido no país. A Ambev lidera o ranking, com uma fatia de quase 70%. Em refrigerantes, o percentual da Brasil Kirin é de 6,8% - o maior já alcançado pela companhia, de acordo com Di Domenico. 

O presidente da empresa acrescentou que a divisão de cervejas da Brasil Kirin cresceu 9,9% de janeiro a outubro, contra uma média de 3,6% do mercado. A expectativa é terminar o ano com um ebitda de 550 milhões de reais, crescimento de mais de 80% sobre o resultado do ano anterior. A sigla indica o lucro obtido pela empresa antes de juros, impostos, amortização e depreciação. 

Em 2011, quando foi comprada pela Kirin por 6,3 bilhões de reais, a Schincariol teve prejuízo de 78,1 milhões. Um ano antes, o resultado havia sido positivo em 50 milhões de reais. Já a receita líquida da companhia chegou a 3,2 bilhões de reais no ano passado. Com seu novo nome, a Brasil Kirin espera terminar 2012 com um faturamento 12% maior. 

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