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Banco | 26/04/2012 12:32

Santander estuda redução de juros

Na semana passada, o banco anunciou redução de juros em algumas linhas para pequenas empresas

Altamiro Silva Júnior, do

Pedro Armestre/AFP

Banco Santander

O Santander Brasil respondeu por 27% do resultado global do banco, acima dos países da Europa (25%) e Reino Unido (25%)

São Paulo - O Santander estuda redução de juros em linhas de crédito para pessoas físicas e empresas, segundo o presidente do banco, Marcial Portela. "Estamos revisando as nossas taxas." Portela destaca que esse é um processo que está começando agora, em meio a queda dos juros básicos da economia. "Podemos estar no início de uma nova realidade no sistema financeiro brasileiro; muita coisa vai ser revista."

Na semana passada, o banco anunciou redução de juros em algumas linhas para pequenas empresas. Na pessoa física não houve cortes, mas o banco lançou uma nova conta corrente com tarifas e juros diferenciados.

Sobre rumores de que o banco no Brasil estaria sendo vendido para Bradesco ou Banco do Brasil, Portela afirmou que "são absolutamente falsos". O executivo disse que o Santander é comprador.

O Brasil já é o principal mercado para o banco espanhol no mundo. O Santander Brasil respondeu por 27% do resultado global do banco, acima dos países da Europa (25%) e Reino Unido (25%). A participação brasileira era de 25% no primeiro trimestre do ano passado e pode chegar a 30% ou um pouco acima, segundo Portela.

Crescimento

Portela disse que o Santander vai crescer de forma criteriosa no Brasil. "A atividade comercial do banco está forte, especialmente no varejo. Os resultados (do primeiro trimestre) colocam o banco com potencial de crescimento de forma criteriosa", afirmou o executivo.

No segundo semestre, o executivo destaca que o crescimento do crédito será bem mais expressivo que nos primeiros seis meses. O banco quer crescer em linha com o mercado, na casa dos 15% a 16%, destaca Portela. "Vamos continuar no mesmo patamar do mercado."

O nível de inadimplência no Brasil é sempre superior a países como Chile, México e Espanha, destaca Portela. "Aqui também há níveis de spread maiores", disse. Spread é a diferença entre a taxa de juros que o banco paga para captar recursos e a que ele empresta.

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