São Paulo – Com grandes anúncios, o Netflix começou o ano de maneira otimista. Essa semana, o serviço de streaming de vídeos chegou, ao mesmo tempo, em dezenas de países, anunciou lançamentos e outras medidas para conquistar o mundo – e o consumidor.

O presidente da companhia, Reed Hastings, busca convencer investidores que que, com a expansão global, os lucros da companhia serão alavancados em 2016.

Com séries premiadas, a empresa também anunciou investimentos bilionários no seu conteúdo original. Confira mais razões pelas quais 2016 será o ano do Netflix.

Global...

A empresa de transmissão de vídeos chegou a mais 130 países nesta semana, cobrindo praticamente o mundo todo, exceto a China e outros países com os quais os EUA não têm relações.

Índia, Nigéria, Rússia e Arábia Saudita estão entre os principais países onde o serviço foi lançado, disse o presidente-executivo do Netflix, Reed Hastings. Ela já estava em mais de 60 países antes dessa expansão e havia afirmado que planejava chegar a 200 países até o fim de 2016.

... e local

Com uma indústria cinematográfica forte, a Índia ganhou acesso ao Netflix pela primeira vez essa semana. No país, o serviço irá divulgar filmes de Bollywood ao lado de seu conteúdo global.

A Índia tem a maior população entre os países nos quais o Netflix opera e com uma parte considerável da população conectada, o que pode alavancar a expansão da companhia na Ásia. No entanto, o desafio é fazer com que a população assine e gaste com o conteúdo - o país é um dos maiores mercados de pirataria do mundo.

Crescimento de assinaturas

No último trimestre, investidores ficaram decepcionados com o crescimento mais tímido no número de usuários nos Estados Unidos em 2015 em relação ao ano anterior. A expansão global pode ajudar a impulsionar o seu crescimento.

A companhia não havia confirmado o número de assinantes, mas projetou que chegaria a 74,3 milhões de usuários em todo o número ao final de 2015.

Segundo previsões, o número de assinantes poderia chegar a 150 milhões em 2020, de acordo com projeções de DiClemente, e a receita cresceria a uma taxa anual de 24% para quase US$ 20 bilhões. Além do crescimento de usuários, a companhia ainda deve aumentar o preço das assinaturas, afirmaram analistas ao Wall Street Journal.

Escalada nos investimentos

Este ano, a empresa irá investir 5 bilhões de dólares na sua programação original. Isso é mais que duas vezes o orçamento estimado da HBO.

Os seus conteúdos originais e premiados, como as séries Orange Is the New Black, Jessica Jones e House of Cards, são parte fundamental da aposta para elevar receitas e chegar a grandes lucros em 2017. Até agora, a maior parte do orçamento da empresa foi direcionado à compra de conteúdo alheio.

Lançamentos

Ela tem inovado no formato de conteúdo ofertado e, recentemente, lançou o longa épico de ficção Beast of no Nation.

Para 2016, a agenda de novidades para 2016 está cheia. O Netflix irá lançar seu primeiro talk-show e o filme War Machine, que terá atuação de Brad Pitt.

Em todos os lugares

Junto com a Ericsson, a Volvo está desenvolvendo um sistema de entretenimento para carros que pode reproduzir filmes e séries do Netflix até em momentos em que você perder a conexão com a internet.

Aposta

O CEO do Netflix diminuiu, mais uma vez, o seu salário. Reed Hastings receberá 900 mil dólares como pagamento anual.

Porém, ele aumentou suas opções de receber por meio de ações da empresa. Ele poderá vender todos os seus papéis na empresa que co-fundou por 19 milhões de dólares. Em 2015, ele recebeu o equivalente a 13,7 milhões de dólares com essa opção.

Com esse movimento, Hastings evidencia a sua aposta no sucesso da companhia de streaming de vídeos.

Lucros crescentes

Todos esses planos podem dar retorno ainda em 2016. Até agora, a empresa tem divulgado receitas e lucros pequenos, o que está prestes a mudar, com o término da sua expansão mundial.

Este ano, o lucro estimado é de 137 milhões de dólares, disparando para mais de 500 milhões de dólares em 2017 e dobrando em 2018, para 1 bilhão de dólares, se a expansão funcionar conforme o planejado, segundo o WSJ.

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