Aguarde...
EBX'Eu sempre entrego os projetos', diz Eike Batista
CompraBanco do Brasil ou Bradesco: prós e contras de cada um na briga pelo Santander
RankingOs 5 eventos esportivos mais ricos do mundo
DébitoCaixa supera marca de 3,5 milhões de cartões Elo emitidos
AutoindústriaToyota quer aumentar venda de subcompactos no Brasil
NegociaçõesSantander: executivos confirmam que parte do banco está à venda no Brasil
AquisiçãoFarmacêutica Takeda comprará Multilab por até R$ 540 mi
ModaParticipantes do Rio-à-Porter esperam alta das vendas
A Amil, que havia comprado o Pró-Cardíaco, adquiriu o Samaritano - ambos referência em qualidade - e anunciou a construção de um complexo com 395 leitos.
Rio - As operadoras de planos de saúde, que já atendem um quarto da população brasileira, escolheram o Rio de Janeiro como alvo de investimentos pesados na criação ou ampliação de rede própria. Essa movimentação, que tomou fôlego este ano, inclui a compra de quatro hospitais e a construção de outros seis na capital fluminense.
Na prática, está em curso um fenômeno que os especialistas chamam de verticalização da saúde - quando a iniciativa privada passa a ter controle dos serviços de saúde, como pronto-atendimento, consultas, exames, internações e cirurgias. Esse fenômeno se estende à maioria das grandes cidades brasileiras. A diferença é que, no Rio, os planos de saúde estão dando as cartas. E não faltam motivos: 55,6% da população do Rio tem plano de saúde, mas, entre 2002 e 2009, a capital perdeu 892 leitos de internação particular.
A Amil, que havia comprado o Pró-Cardíaco, adquiriu o Samaritano - ambos referência em qualidade - e anunciou a construção de um complexo com 395 leitos. A Unimed Rio inaugurou duas unidades e constrói outras três. O Grupo Memorial, cujo foco é a classe C, comprou dois hospitais e uma clínica - são 8 hospitais próprios, 4 pelo sistema de franquia e 31 clínicas.
"Esse processo de verticalização na saúde brasileira, como ocorreu na americana, prejudica o atendimento, pois o acesso a todos os serviços passa a ser calibrado pelas empresas", diz Ligia Bahia, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ). Ela lembra que, além dos planos, a Rede DOr também caminha para essa verticalização - são 6 hospitais próprios, 15 associados e rede laboratorial, além do anúncio da construção de um hospital voltado para a classe A. O grupo fez parcerias com empresas como Bradesco Saúde e Golden Cross, com a criação de planos para serem preferencialmente usados nos hospitais da rede. Em 2010, dos 60 mil novos clientes da Golden Cross, no Rio, 20% foram atraídos por esse produto.
O superintendente-geral da Unimed Rio, Walter Cesar, diz que a opção pelo investimento na rede própria é garantir leitos para os clientes do plano e desafogar emergências - das cinco novas unidades, três são de pronto-atendimento (PA). "O primeiro PA foi inaugurado em outubro, na Barra. São 9 mil atendimentos/mês e o tempo médio de espera não ultrapassa 40 minutos. Nosso cliente não compete com os de outros planos. Esse modelo também traz a racionalização de custos. Nos hospitais contratados, o índice de internação é de 6%; no PA, cai para 1,5%. São internações que se consegue evitar, seguindo o protocolo estabelecido." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados
Para deixar um comentário você precisa se identificar. Escolha um dos tipos de identificação abaixo:
com Abril ID
Termos de uso | Comentários sujeitos a moderação