São Paulo - O fim da parceria com a petroleira venezuelana PDVSA permitirá à Petrobras fazer adaptações no projeto da Refinaria do Nordeste para eventualmente ampliar a capacidade de refino, originalmente planejada em 230 mil barris dia, segundo o diretor de Abastecimento, José Cosenza.

O projeto da refinaria em Pernambuco foi concebido, em parceria com a PDVSA na época, para processar um petróleo mais pesado vindo de Carabobo, na Venezuela, do que o óleo brasileiro de Marlim, da Bacia de Campos.

Com o fim da parceria, anunciada na sexta-feira com a incorporação da Rnest (Refinaria do Nordeste) à Petrobras, algumas adaptações no projeto já estão sendo testadas.

Uma delas é viabilizar o processamento de óleo mais leve na planta do que se projetava inicialmente. "Isso não terá custo adicional nenhum", garantiu o diretor a jornalistas em conferência na sede da Petrobras.

A unidade de Pernambuco já está 82 por cento concluída e o orçamento atual da unidade é de 18 bilhões de dólares, de acordo com o diretor da Petrobras.

A mudança para o processamento de óleo leve, que está em implementação na Rnest, proporcionará uma ganho de produtividade na unidade.

A unidade foi concebida para processar 230 mil barris ao dia, e as alterações podem alavancar essa meta.

"Estamos estudando o quanto isso pode ser, em função da saída da PDVSA", disse Cosenza à Reuters. "Vamos ter que esperar a unidade entrar para saber. Às vezes as simulações não representam bem o que se imagina antes", acrescentou.

A previsão é que a Rnest entre em operação em 2014, segundo o Plano de Negócios da companhia. O primeiro trem está previsto para o segundo semestre do ano que vem e o segundo trem para a primeira metade de 2015, segundo o plano da estatal.

Importação

O diretor da Petrobras estima uma "normalização" do nível de importações no quarto trimestre desse ano.

No terceiro trimestre foram importados dispararam 89 por cento no terceiro trimestre, para 827 mil barris por dia, por conta principalmente da forte demanda agrícola no período.

O consumo de gasolina cresceu 1 por cento no terceiro trimestre ante o segundo trimestre e o de diesel 5 por cento, segundo a estatal.

O Brasil ainda não produz gasolina e diesel suficiente para atender todo o seu mercado interno. "Esperamos voltar ao normal no quarto trimestre", finalizou.

A estimativa é que no último trimestre desse ano as compras externas de gasolina e diesel variem na média de 150 a 200 mil barris dia.

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