São Paulo - A Petrobras pode ter criado empresas de fachada que seriam usadas na construção da rede de gasodutos Gasene na Bahia. As informações são do jornal O Globo, deste domingo, com base em documentos incluídos na auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).

De acordo com a reportagem, os custos para construir o empreendimento teriam sido superfaturados em mais de 1.800%. Os gasodutos foram inaugurados em março de 2010.

Ainda segundo O Globo, auditores do TCU constataram que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) teria autorizado a construção e operação da rede sem analisar documentos e avaliar se o projeto era adequado.

Uma companhia de engenharia financeira, que deixaria o empreendimento com aspecto de privado, e um escritório de contabilidade foram criados. Ambos, no entanto, teriam o mesmo endereço no Rio de Janeiro.

Segundo a auditoria do TCU, a ANP não teria avaliado a viabilidade do projeto, embora o capital social de uma das companhias contratadas fosse de apenas 10.000 reais, que poderia indicar "empresa de fachada".

Ao jornal, a Petrobras afirmou que já apresentou esclarecimentos sobre o processo. Já a ANP disse que iria se pronunciar depois da publicação do acórdão do TCU.

 

Tópicos: ANP, Operação Lava Jato, Petrobras, Empresas, Capitalização da Petrobras, Estatais brasileiras, Petróleo, gás e combustíveis, Empresas brasileiras, Empresas estatais, Empresas abertas, Indústria do petróleo, TCU