São Paulo - “Nós (os grandes bancos) somos os pilares de segurança para uma transição serena até a retomada da economia brasileira”, disse hoje Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, durante teleconferência com jornalistas.

De acordo com ele, a liquidez e a preocupação em ofertar mais serviços e manter os custos abaixo da inflação são mostras da responsabilidade dos bancos em momentos de crise.

E o cenário, estima o banco, deve melhorar aos poucos.

“Acreditamos que essa fase da economia atingiu seu ponto mais crítico em 2015, mas sentimos um retorno gradual da confiança em 2016”, afirmou Trabuco.

Para o banco, o Brasil continua nas rotas dos investidores principalmente por conta de câmbio, ativos disponíveis e pelas novas mudanças que o país deve sofrer para atingir estabilidade.

Depois de anos ininterruptos de aumento de altas concessões de crédito, as carteiras apresentam acomodação por conta do desaquecimento da demanda.

“Um cenário positivo para o país, porque mostra que todos, tanto empresas quanto pessoas, estão mais responsáveis em relação a isso”, disse o executivo.

O peso dos seguros

Ainda assim, a missão de multiplicar os resultados tem sido cumprida à risca pelo banco.

Em 2015, o Bradesco teve um lucro líquido ajustado de R$ 17,8 bilhões, 16,4% superior ao ano anterior, com um índice de eficiência operacional de 37,5%, o melhor de sua história.

A carteira de crédito expandida atingiu R$ 474 bilhões e as despesas subiram apenas 3%, fruto de um rigoroso cuidado com cortes de custos, necessários em períodos como este.

O destaque entre as receitas ficou para a área de seguros, previdência e capitalização, que somaram R$ 5,3 bilhões no ano, uma fatia de 30% do faturamento do banco no período.

“É um setor que traz resultados mais estáveis, menos voláteis e que presenta um potencial de crescimento bem relevante”, disse Luiz Carlos Angelotti, diretor de relações com investidores.

A margem de juros da linha foi de 29%, o que contribuiu para balancear as contas com o aumento do provisionamento no ano – que atingiu 29,5 bilhões de reais em 2015.

Em relação a crédito, a carteira de grandes empresas cresceu 9%, enquanto que a de pequenas e médias teve uma queda de 5,3%.

Os números não incluem a operação do HSBC no país, fechada no ano passado, já que o banco ainda aguarda as análises do Banco Central e a aprovação do Cade. 

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