São Paulo - 70%: essa foi a resposta de Luiz Augusto Pacheco, gestor da corretora Inva Capital, quando indagado em relação às chances da OGX, companhia petrolífera criada por Eike Batista, entrar em falência após o pedido de recuperação judicial anunciado na tarde de hoje.

“A OGX tem cerca de 70% de chances de falir, pela falta de caixa; base sólida e poucas chances de receber investimento”, explica o analista. Para o ele, as esperanças de recuperação para a empresa estão em Tubarão Martelo, principal ativo da companhia hoje - que deve começar a produzir a partir de novembro.

Para Diana Stuhlberger, da corretora Brasil Plural, a recuperação judicial tem um ponto importante: "os ativos da OGX ficam protegidos". Em caso de falência, eles seriam vendidos para quitação de débitos.

Com dívidas estimadas em cerca de 4 bilhões de dólares, a OGX entra em recuperação judicial por conta de um valor muito menor. Trata-se dos 45 milhões de dólares que a companhia deixou de pagar a detentores de títulos da sua dívida no começo de outubro.

Resta saber se a companhia será capaz de se reerguer, uma vez que a empresa tem hoje uma produção minguada e um fluxo de caixa mínimo. Até a próxima sexta, o juiz Gilberto Clovis Farias Matos, da 4ª vara empresarial, deve receber o pedido de recuperação para avaliação.